Suzano e parceiros criam sistema para fortalecer a conservação de mais de 1,1 milhão de hectares de áreas protegidas
A Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global em bioprodutos desenvolvidos a partir do eucalipto, anunciou uma parceria estratégica com o Instituto Ecofuturo, o Instituto Ekos Brasil e a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês) para a criação de um Sistema Integrado de Gestão de Áreas Naturais Protegidas (SIGAP). A iniciativa faz parte da Estratégia de Natureza da companhia e tem como objetivo aprimorar a conservação da biodiversidade e promover o uso sustentável dos territórios.
O novo sistema será responsável por organizar o mosaico de áreas protegidas da Suzano, que reúne mais de 1,1 milhão de hectares destinados à conservação. Além disso, estabelecerá diretrizes específicas de manejo, fortalecerá a governança e permitirá a integração de indicadores voltados ao monitoramento da saúde dos ecossistemas.
A proposta representa uma mudança na forma de administrar as áreas naturais, substituindo uma gestão fragmentada por uma abordagem integrada, capaz de ampliar a conectividade ecológica, preservar a biodiversidade, garantir serviços ecossistêmicos e gerar valor ambiental e social.
A metodologia adotada para a construção do SIGAP combinará conceitos de ecologia da paisagem, planejamento sistemático da conservação e manejo adaptativo. O sistema também incorporará iniciativas já desenvolvidas pela companhia, como a abordagem IUCN RHINO (Rapid High Integrity Nature Outcomes), voltada para resultados concretos e mensuráveis na proteção da natureza.
Segundo o diretor de Sustentabilidade da Suzano, Caio Zanardo, a iniciativa representa um avanço significativo na gestão ambiental da empresa.
“Além de fortalecer a conservação da biodiversidade, essa iniciativa representa um avanço importante na governança ambiental da Suzano, ao qualificar ainda mais nossa tomada de decisão e promover uma integração efetiva entre conservação, planejamento e estratégia de negócio. O sistema também amplia a visibilidade das nossas ações em conservação, restauração, pesquisa e monitoramento, reforçando o papel da companhia na agenda de sustentabilidade”, destacou.
A parceria prevê ainda a troca de conhecimentos entre as quatro instituições e o envolvimento de especialistas e atores ligados à agenda ambiental em todo o país. O objetivo é consolidar recomendações alinhadas às mais recentes métricas sobre o estado da natureza e aos padrões internacionais estabelecidos pela IUCN.
Para Susanne Pedersen, diretora do Centro de Ciência e Conhecimento da IUCN, a cooperação representa uma oportunidade de colocar o conhecimento internacional a serviço da conservação no Brasil.
“A IUCN tem satisfação em colocar seu conhecimento global sobre áreas protegidas e conservadas a serviço do fortalecimento das práticas de conservação em um dos países mais biodiversos do mundo”, afirmou.
Já o diretor-geral do Instituto Ecofuturo, Giordano Automare, destacou a importância da união entre diferentes especialidades.
“A formalização dessa parceria representa um passo fundamental para garantir a consistência, a credibilidade e a aplicabilidade do sistema de gestão, ao reunir diferentes expertises em torno de um objetivo comum: fortalecer a gestão das áreas naturais protegidas com base em ciência, dados e melhores práticas internacionais”, disse.
A diretora do Instituto Ekos Brasil, Ana Moeri, ressaltou que a iniciativa pode se tornar referência para a gestão de áreas privadas de conservação no país.
“Vemos isso como um primeiro passo importante para muitos projetos de parceria futuros que podem se tornar referência para a gestão e conservação de áreas privadas no Brasil”, declarou.
Reconhecido por sua experiência em monitoramento e avaliação de áreas protegidas, o Instituto Ekos Brasil ficará responsável pela condução da metodologia de intercâmbio de conhecimento. Já a IUCN contribuirá com orientações científicas baseadas na atuação de sua Comissão Mundial de Áreas Protegidas e nas diretrizes do Padrão da Lista Verde.
Para Gabriel Quijandria, diretor regional da IUCN para a América do Sul, as áreas naturais privadas têm papel fundamental na preservação da biodiversidade.
“As áreas naturais privadas do Brasil desempenham um papel essencial na conectividade da paisagem e na resiliência da biodiversidade. Esta colaboração nos dá a oportunidade de contribuir para que sua gestão esteja fundamentada nas melhores evidências científicas e nos mais elevados padrões de conservação”, ressaltou.
A celebração da parceria ocorreu no Parque das Neblinas, reserva ambiental da Suzano administrada pelo Instituto Ecofuturo. A iniciativa reforça o compromisso da empresa com a proteção da biodiversidade e consolida um modelo de desenvolvimento sustentável baseado em conhecimento técnico, científico e em soluções voltadas à conservação dos ecossistemas.