Encontro da Assevila reuniu associados, mantenedores e lideranças empresariais e reforçou a união do setor produtivo diante de desafios como escassez de mão de obra, reforma tributária e endividamento das famílias
Empresários, lideranças e mantenedores da Associação dos Empresários de Vila Velha (Assevila) se reuniram na manhã desta sexta-feira (31), durante o Conecta Assevila, para discutir o papel do associativismo no desenvolvimento econômico e na construção de soluções para os desafios enfrentados pelas empresas e pelo município. O encontro foi realizado na CDL Vila Velha e reuniu representantes de diferentes segmentos da economia capixaba.

Durante o evento, o presidente da Assevila, Éder Lemke, apresentou as principais frentes de atuação da entidade e traçou um panorama econômico de Vila Velha, destacando o crescimento do município e a necessidade de ampliar a organização e a representatividade do setor produtivo.
Vila Velha é atualmente a terceira maior economia do Espírito Santo, tem uma população estimada em 506,8 mil habitantes e reúne cerca de 118,9 mil empregos formais. O setor de serviços responde por 68,6% da economia municipal. A cidade também liderou a abertura de empresas no Estado entre 2021 e 2024, período em que foram registrados 29.357 novos negócios. Atualmente, o município possui aproximadamente 90 mil empresas ativas e contabilizou 2.393 novos empreendimentos apenas no primeiro trimestre de 2026.
Para Lemke, o dinamismo econômico da cidade amplia também a responsabilidade dos empresários e das entidades representativas na construção de um ambiente mais favorável ao crescimento das empresas.
“Estamos enfrentando desafios diversos que envolvem o apagão de mão de obra, os efeitos da reforma tributária para as empresas e um dos maiores índices de endividamento das famílias que já vimos. São questões que atingem todos nós. É justamente por isso que existe a Assevila: para contribuir para que esse ambiente seja menos desafiador, promovendo conexões, diálogo e soluções coletivas”, afirmou.
Na apresentação aos associados, o presidente destacou que problemas como a falta de profissionais qualificados, a demora nos processos de alvarás e licenciamentos, as mudanças trazidas pela reforma tributária e a queda do consumo afetam empresas de diferentes portes e segmentos. Para ele, são desafios que dificilmente podem ser enfrentados de maneira isolada.
“Com o associativismo, damos voz ao setor produtivo, conectamos empresas, aproximamos a academia, debatemos temas estratégicos e promovemos, juntos, o desenvolvimento. A Assevila existe para conectar quem constrói Vila Velha. Não é apenas o setor público que transforma uma cidade. Nós também temos a obrigação de fazer essas conexões para alcançar resultados melhores. A oportunidade de participar ativamente dessa construção está aqui”, ressaltou.
Éder Lemke também explicou que a atuação coletiva amplia a capacidade de influência dos empresários sobre temas que ultrapassam os limites de cada empresa. Questões relacionadas à qualificação profissional, ao ambiente regulatório, à desburocratização e às políticas de desenvolvimento econômico podem ganhar força quando apresentadas de maneira organizada pelo setor produtivo.
Como forma de transformar essa articulação em ações práticas, a Assevila estruturou sua atuação em cinco eixos estratégicos: representação institucional, desenvolvimento econômico, conexões empresariais, inteligência e conteúdo e eventos estratégicos. As frentes orientam o diálogo com o poder público e demais instituições, a participação em projetos estruturantes, a promoção de debates e a aproximação entre empresários, executivos e investidores.
O encontro também contou com a participação do diretor da Rede Empresarial do ES em Ação, Sérgio Mileipe, que destacou a importância da união de empresários dispostos a pensar a cidade e contribuir para a melhoria da economia.

“Quando temos um grupo de empresários se unindo para pensar a cidade e discutir o que pode ser feito para melhorar a economia, fortalecemos a capacidade de construir soluções. Essa mobilização é fundamental para o desenvolvimento”, afirmou.
Ao encerrar o encontro, Éder Lemke lembrou que o Espírito Santo se tornou referência nacional graças ao protagonismo das entidades empresariais e da atuação conjunta entre diferentes instituições.
“O Espírito Santo é o que é hoje por conta da atuação das associações e do ES em Ação. O Estado se tornou referência porque existe uma cultura de organização e construção coletiva. Quem muda o ambiente são as pessoas”, declarou.
Fundada em 2007, a Assevila é uma entidade empresarial sem fins lucrativos que atua de forma independente na representação institucional do setor produtivo e na promoção do desenvolvimento econômico sustentável de Vila Velha. O Conecta Assevila integra o calendário da associação como um espaço de apresentação institucional, relacionamento entre associados, troca de experiências e geração de novas conexões empresariais