Cultura

Parque Cultural recebe pesquisadores para debater arte e identidade no Ciclo de Formação

Gisele Barbosa Ribeiro e Bruno Zorzal apresentam pesquisas no sábado (22); atividade integra a agenda anual do Ciclo de Formação, programa educativo aberto ao público
A quarta edição do Ciclo de Formação realiza mais um encontro no próximo sábado (22), às 9h30, no Parque Cultural Casa do Governador, em Vila Velha. A programação explora a arte como campo prático-teórico de investigação político e identitário, dividida em dois momentos: a artista e professora Gisele Barbosa Ribeiro apresenta a palestra “Projeto URUBU: arte, identidade e política animal”; na sequência, o artista e pesquisador Bruno Zorzal aborda “Imagens que faltam entre arte e arquivos”. Para participar, basta realizar inscrição gratuita pelo formulário eletrônico https://forms.gle/vnhSytTwS5izEFW7A.
Para ambos, a arte opera como um lugar para experimentar linguagens, identidades coletivas e subjetividades de forma estratégica – desnaturalizando conceitos que soam, muitas vezes, como imperativos e universais.
Arte, identidade e política animal
Gisele Barbosa Ribeiro é artista, pesquisadora e professora do Departamento de Artes Visuais da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Tem mestrado em Linguagens Visuais e doutorado em “Arte y esfera pública” pela Universidade de Castilla-La Mancha, na Espanha. Em 2019, realizou estágio pós-doutoral no PPGArtes da UERJ com bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Em sua palestra, Gisele articula práticas artísticas de crítica institucional a debates recentes sobre processos identitários, tomando como ponto de partida as possibilidades de uma “política animal”. A perspectiva da animalidade atua como uma máquina disruptiva que, sob uma abordagem feminista, permite entrever os pressupostos coloniais do humanismo que dá forma à arte.
Imagens que faltam entre arte e arquivos
Bruno Zorzal é artista visual e pesquisador. Por meio de sua poética, reflete sobre imagens e arquivos enquanto espaços de negociação. Bruno publica e expõe seu trabalho teórico e artístico no Brasil e no exterior.
O ponto de partida de Zorzal é uma lacuna: as imagens que não existem, que sumiram ou nunca foram feitas. A partir dessa ausência, ele questiona como os arquivos são construídos e o papel que as imagens têm na formação de histórias – tanto as individuais, quanto as que compartilhamos coletivamente.
Sobre o Ciclo de Formação
O programa desenvolvido pela Escola Viva de Artes (EVA) do Parque Cultural Casa do Governador promove uma agenda contínua de práticas, pesquisas e ações voltadas à interface entre arte, educação e meio ambiente. Em 2026, todas as atividades ocorrem presencialmente no Parque, aos sábados pela manhã, ao longo do ano. Os conteúdos também serão disponibilizados posteriormente no canal do YouTube do Parque.

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