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Podcast Conversa Eklética com André Luís Rech e o universo do vinho

André Luís Rech une comunicação, estratégia e paixão pelo vinho brasileiro

Sommelier e especialista em marketing, profissional atua na conexão entre marcas, produtos e consumidores e destaca a evolução e a qualidade dos vinhos e espumantes produzidos no Brasil

O universo do vinho reúne tradição, cultura, conhecimento, inovação e, principalmente, histórias. É nesse cenário que atua André Luís Rech, sommelier apaixonado pelo setor vitivinícola e pela comunicação. Pós-graduado em Marketing e Vendas e em Gestão de Empresas, ele construiu uma trajetória profissional que passa pelo rádio, gestão de bistrô, supervisão de compras, marketing, branding e produção de conteúdo.

Atualmente, André Luís Rech atua junto à Cooperativa Vinícola Garibaldi, no Rio Grande do Sul, onde trabalha na comunicação, divulgação e relacionamento da marca com diferentes públicos. Seu trabalho tem como um dos principais objetivos aproximar consumidores do universo do vinho e apresentar, de maneira mais acessível, a diversidade e a qualidade dos produtos brasileiros.

Em entrevista ao podcast Conversa Eklética, com a Jornalista  Luciene Costa ele contou que sua relação com o vinho começou ainda na infância, influenciada pela cultura da Serra Gaúcha. Natural de Carlos Barbosa, no Vale dos Vinhedos, André cresceu em uma região onde o vinho faz parte da história e dos costumes das famílias.

“É muito comum estarmos em casa e fazermos um suco de vinho”, explicou durante a conversa, ao lembrar de uma tradição familiar que fez com que a bebida estivesse presente em sua vida desde cedo.

Comunicação como ponte entre marcas e pessoas

Com experiência em diferentes áreas, André encontrou no marketing e na comunicação ferramentas importantes para contar histórias e aproximar consumidores das marcas.

Na Cooperativa Vinícola Garibaldi, seu trabalho envolve divulgação, relacionamento com a imprensa, apresentação de produtos e fortalecimento da presença da marca no mercado. Segundo ele, a comunicação também tem o papel de mostrar que o vinho pode fazer parte de diferentes momentos da vida, sem estar restrito a ocasiões formais ou grandes celebrações.

A Cooperativa Vinícola Garibaldi foi fundada em 1931 por pequenos produtores e mantém uma forte relação com os produtores e com a comunidade da Serra Gaúcha. Atualmente, a estrutura reúne centenas de cooperados e uma equipe de profissionais que participa da produção, gestão, comercialização e comunicação dos produtos.

Para André, esse modelo cooperativista reforça a ideia de uma empresa construída por pessoas e para pessoas, mantendo uma relação próxima com a comunidade e com a tradição vitivinícola da região.

Espumantes brasileiros ganham espaço

Um dos assuntos abordados durante a entrevista foi o crescimento do consumo de espumantes no Brasil. Para o sommelier, a bebida deixou de ser associada exclusivamente a festas de fim de ano e passou a ocupar espaço em momentos mais cotidianos.

Praia, piscina, almoço, jantar, encontros com amigos e celebrações pessoais estão entre as situações em que o espumante pode ser consumido. A ideia, segundo Rech, é justamente descomplicar a relação do consumidor com a bebida.

O profissional também destacou a evolução tecnológica e a qualidade alcançada pela produção brasileira, especialmente na Serra Gaúcha. Segundo ele, as características climáticas da região favorecem a produção de uvas com boa acidez e frescor, importantes para a elaboração de espumantes.

Durante a conversa, ele também citou o reconhecimento internacional de espumantes brasileiros em concursos realizados fora do país como um dos sinais da evolução da produção nacional.

Inovação acompanha novas tendências de consumo

Outro ponto destacado por André é a busca do mercado por produtos com menor teor alcoólico ou sem álcool. A tendência acompanha mudanças no comportamento dos consumidores e também amplia as possibilidades para pessoas que não desejam ou não podem consumir bebidas alcoólicas.

Na Cooperativa Vinícola Garibaldi, produtos sem álcool já fazem parte do portfólio e vêm conquistando espaço. Segundo os dados apresentados por Rech durante a entrevista, essa categoria representou 5% do faturamento global da marca no ano anterior.

Para ele, a inovação também passa pela pesquisa de novas variedades de uvas. A cooperativa mantém áreas experimentais para testar castas de diferentes países e avaliar sua adaptação à Serra Gaúcha e ao paladar do consumidor brasileiro.

Algumas variedades já testadas chegaram ao mercado, ampliando o leque de opções de vinhos produzidos no país.

Vinho brasileiro busca superar antigos preconceitos

Durante a entrevista, André também falou sobre um desafio histórico do mercado nacional: a percepção de que os vinhos importados seriam necessariamente superiores aos brasileiros.

Para o sommelier, a realidade mudou. A produção nacional evoluiu em tecnologia, conhecimento e qualidade, permitindo que os vinhos brasileiros conquistem espaço e reconhecimento.

“Hoje nós podemos atestar, confirmar que os vinhos elaborados no Brasil são de altíssima qualidade”, afirmou durante a conversa.

Os espumantes brasileiros, especialmente, ocupam uma posição importante nesse processo, com forte presença no mercado nacional.

Conhecimento para aproximar o consumidor

Mais do que falar sobre vinho, André defende que o consumidor precisa se sentir à vontade para experimentar. Não existe, segundo ele, uma obrigação de começar por determinado estilo ou necessariamente evoluir para bebidas mais secas e complexas.

A preferência pessoal também deve ser respeitada.

Para quem está começando, ele recomenda experimentar produtos mais leves e acessíveis ao paladar, conhecendo gradualmente aromas, sabores, acidez, estrutura e diferentes estilos.

A harmonização também pode ser uma forma de descobrir esse universo. A orientação apresentada por Rech é observar o peso do prato e o peso do vinho, buscando equilíbrio entre os dois.

Carnes mais leves, frutos do mar e pratos delicados podem combinar com vinhos brancos e espumantes, enquanto preparações mais encorpadas podem pedir bebidas de maior estrutura. Mas, acima das regras, está a experiência individual de cada consumidor.

Vinho como experiência e memória

Para André Luís Rech, o vinho ultrapassa a taça. Ele representa encontros, histórias, gastronomia, cultura e momentos compartilhados.

Ao final da entrevista, deixou uma reflexão que resume sua relação com a bebida: o vinho pode até ser guardado em uma adega, mas seu melhor destino é fazer parte das experiências vividas.

“Qual é o melhor lugar para guardar o vinho? Na memória, sempre celebrado e compartilhado com os momentos, com a família e com os amigos.”

Com uma trajetória que combina comunicação, marketing, gestão e conhecimento do universo vitivinícola, André Luís Rech trabalha justamente nessa interseção: transformar produtos em histórias e aproximar pessoas de uma cultura que, para ele, vai muito além do vinho servido na taça.

 

O episódio completo do Podcast Conversa Eklética está disponível nas plataformas digitais no portal e nas redes sociais.

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