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Movimento Cidade anuncia line-up com Silva, Céu, Ana Frango Elétrico e Arnaldo Antunes

Edição especial do festival acontece nos dias 6 e 7 de novembro, no Parque Cultural Casa do Governador, em Vila Velha, com entrada gratuita

O Movimento Cidade terá uma segunda edição em 2026. Batizada de Eclipse, a programação acontece nos dias 6 e 7 de novembro, das 18h às 22h, no Parque Cultural Casa do Governador, em Vila Velha, reunindo música, artes visuais, dança, feira criativa e experiências gastronômicas. A entrada é gratuita e a classificação indicativa é de 18 anos.

  

Entre os principais nomes confirmados estão Silva, Céu, Ana Frango Elétrico e Arnaldo Antunes, além de artistas e projetos que representam diferentes vertentes da música contemporânea, como Vera Fischer era clubber, Clementaum, Chediak, Julia e as Choronas e Tropical Nada.

Um dos destaques da programação é a cantora Céu, que chega ao Eclipse com a turnê “Céu 20 anos”. O espetáculo celebra duas décadas de trajetória e revisita diferentes momentos da carreira da artista, com atenção especial ao álbum de estreia, lançado em 2005.

O trabalho marcou a música brasileira e projetou Céu internacionalmente, com faixas como “Malemolência”, “Concrete Jungle” e “Lenda”, além de indicações ao Grammy e ao Grammy Latino.

Outro momento especial será o encontro entre Ana Frango Elétrico e Arnaldo Antunes. A apresentação aproxima diferentes gerações da música e da poesia brasileira em um espetáculo que reúne a linguagem experimental da artista carioca à trajetória de um dos grandes nomes da música e da literatura do país.

Ex-integrante dos Titãs e integrante dos Tribalistas, ao lado de Marisa Monte e Carlinhos Brown, Arnaldo Antunes construiu uma carreira marcada pela poesia, música e experimentação. Ana Frango Elétrico, por sua vez, transita entre música, poesia, pintura e produção musical, consolidando uma identidade artística singular.

A música eletrônica estará representada por Clementaum e Chediak, enquanto o projeto Vera Fischer era clubber aposta na mistura de música eletrônica com rock alternativo.

Formada em Niterói, a banda nasceu de sessões de improvisação e ganhou seu nome a partir de uma história familiar envolvendo a atriz Vera Fischer e uma antiga boate. A brincadeira acabou incorporada à identidade do grupo.

Representando a cena capixaba, Julia e as Choronas leva ao festival uma combinação de indie e pop alternativo. Formada em Vitória, a banda aposta em uma sonoridade vibrante e experimental, com letras e instrumentais influenciados pelo espírito do “faça você mesmo”.

Completam a programação Tropical Nada, O Lado B, Meninos de Vó, Mirror the Sun e DJ Wanisy. Os DJs também estarão presentes na abertura, nos intervalos e no encerramento de cada dia.

Apesar de a música ocupar o centro da programação, o Eclipse foi concebido para ampliar a experiência do público por meio de diferentes linguagens artísticas. A proposta é criar uma espécie de “expansão sensorial”, estimulando novas formas de encontro e interação.

Durante os dois dias, serão realizadas instalações de artes visuais, performances de dança, batalha de dança urbana, feira criativa, oficina de economia criativa e atividades na Loja MC. As obras de artes visuais estarão disponíveis para visitação durante todo o evento.

A programação cultural completa será divulgada posteriormente.

Segundo a diretora-geral do Movimento Cidade, Luísa Costa, a edição especial foi pensada para criar uma atmosfera mais intimista e experimental.

“O Eclipse propõe uma mudança de perspectiva. A partir da música, da arte, da luz e do movimento, queremos criar um ambiente em que outras formas de encontro possam surgir e novas experiências ganhem espaço”, explica.

O Eclipse será realizado no Parque Cultural Casa do Governador, em uma parceria que busca aproximar diferentes linguagens artísticas e fortalecer o intercâmbio entre artistas capixabas e nomes de outros estados.

Para Mirella Schena, gestora e coordenadora artístico-cultural do Parque, a realização do evento amplia a proposta de democratização do acesso à cultura.

“O Eclipse dialoga diretamente com a programação que já construímos no Parque: conecta diferentes linguagens artísticas e reafirma nosso propósito de valorizar e difundir nomes da música brasileira, promovendo ainda o intercâmbio entre a cena musical do Espírito Santo e a de outros estados”, afirma.

O público também poderá conhecer iniciativas do Sesc-ES, como o Cine Sesc e o Sesc Mesa Brasil. A participação do Mesa Brasil ocorrerá por meio do ingresso solidário, aproximando o festival de ações de combate à fome e redução das desigualdades.

De acordo com Romulo Gomes, diretor de Programas Sociais do Sesc-ES, a parceria reforça a relação entre cultura, cidadania e solidariedade.

“É muito significativo mostrar que um festival cultural vai além do entretenimento e da música, podendo também contribuir para a redução das desigualdades e mobilizar as pessoas em torno de uma causa tão importante”, destaca.

Esta será a quinta edição do Movimento Cidade apoiada pelo Sesc-ES.

A edição especial também conta com o apoio da Viação Águia Branca. Para Daniella Escocard, gerente de Comunicação da empresa, o festival representa uma oportunidade de valorizar a cultura e as experiências realizadas no Espírito Santo.

“Apoiar o Movimento Cidade é uma forma de contribuir para essa experiência, valorizando a cultura capixaba, a integração e os encontros que fazem parte da vida das pessoas”, afirma.

Com uma programação que combina música, arte, dança, gastronomia e iniciativas sociais, o Movimento Cidade – Eclipse pretende transformar o Parque Cultural Casa do Governador em um espaço de encontros e experiências nos dias 6 e 7 de novembro.

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