Festival realizado na Prainha, em Vila Velha, arrecadou mais de seis toneladas de alimentos e recebeu público de mais de 10 estados
O Festival Movimento Cidade encerrou sua edição 2026 com números que reforçam a dimensão que o evento vem alcançando no Espírito Santo. Realizado entre os dias 14 e 16 de agosto, na Prainha, em Vila Velha, o festival reuniu mais de 30 mil pessoas durante os três dias de programação e arrecadou mais de seis toneladas de alimentos por meio da entrada solidária.
![]()
A ocupação da Prainha transformou o espaço em um grande encontro de música, audiovisual, artes visuais, dança, esporte e cultura. A programação reuniu diferentes gerações, públicos e linguagens artísticas, com nomes consagrados da música brasileira e artistas que representam novas cenas da produção nacional.
O alcance do festival também ultrapassou as fronteiras do Espírito Santo. Além do público capixaba, o Movimento Cidade recebeu visitantes de mais de 10 estados, entre eles São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Santa Catarina, Goiás, Rio Grande do Sul e Distrito Federal.
Entre os momentos que marcaram a edição estiveram o encontro de Rachel Reis com João Gomes no palco, a participação de Kannalha em uma performance ao som de Beyoncé, a celebração dos 40 anos de carreira de Zeca Pagodinho e a emoção de Urias e Gaby Amarantos durante suas apresentações.
A programação musical também contou com Emicida, Marcelo D2, AJuliacosta, Budah, Duquesa, MC Luanna e Lourena, entre outros artistas. Budah protagonizou um encontro de vozes femininas do rap e do R&B ao dividir o palco com Duquesa, MC Luanna e Lourena.
A diversidade foi uma das marcas da edição. Na Tenda “Tudo é Divino”, manifestações da cultura popular capixaba ganharam espaço com apresentações de congo, capoeira, samba, forró e outras expressões do folclore do Estado.
O Cine Sesc manteve a programação audiovisual do festival com sessões de cinema durante os três dias, enquanto a NAV ampliou a experiência musical com DJs e projetos que ocuparam o espaço nos intervalos dos shows.
Outra novidade foi o Deriva, projeto que levou a música para locais pouco convencionais da Prainha. As ações incluíram ativações em um barco e no Sagaz, carro realizado em parceria com a Red Bull, criando novas experiências para o público.
Para a diretora-geral do Movimento Cidade, Luisa Costa, a diversidade de experiências é parte essencial da identidade do festival.
“Mais uma vez, conseguimos realizar um festival que reúne pessoas diferentes, linguagens diferentes e experiências diferentes em um mesmo espaço. O Movimento Cidade é feito para provocar encontros e, quando vemos a Prainha ocupada por públicos tão diversos, vindos de diferentes lugares e com diferentes interesses, temos a certeza de que estamos cumprindo esse propósito. Encerramos esta edição muito felizes com o resultado e, principalmente, com tudo o que ainda podemos construir”, afirma.
A diversidade também esteve presente na curadoria musical, que reuniu diferentes gerações, gêneros, estilos e linguagens. Samba, rap, piseiro, pop, música urbana e sonoridades regionais dividiram espaço em uma programação que aproximou artistas consagrados e representantes de novas cenas da música brasileira.
Mesmo com a grande circulação de pessoas durante os três dias, a organização informou que não foram registradas ocorrências, resultado atribuído ao trabalho integrado das equipes de produção, segurança, atendimento e operação.
Para Leo Alves, fundador do Movimento Cidade, os resultados representam mais um capítulo da trajetória do festival.
“Estamos chegando a um momento muito especial da nossa história. O Movimento Cidade está sempre crescendo, ocupando novos espaços e criando novas formas de encontro. Hoje, olhar para uma Prainha com pessoas de tantos lugares e perfis diferentes mostra que conseguimos construir algo que pertence à cidade, mas que também ultrapassa as fronteiras do Espírito Santo. E ainda temos muita coisa para fazer”, destaca.
E as novidades não terminam com o encerramento do festival. Pela primeira vez em sua história, o Movimento Cidade terá uma segunda edição no mesmo ano.
Batizada de Eclipse, a nova programação está marcada para os dias 6 e 7 de novembro, no Parque Cultural Casa do Governador, com uma proposta especial de primavera. O line-up será divulgado posteriormente pela organização.
A ideia é apresentar uma experiência diferente das grandes edições tradicionais do Movimento Cidade, com um formato mais intimista e experimental.
Segundo Luisa Costa, a proposta é aproveitar a nova edição para explorar outras possibilidades e apresentar o festival sob uma perspectiva diferente.
A iniciativa também amplia a parceria com o Parque Cultural Casa do Governador. Para a gestora e coordenadora artístico-cultural do espaço, Mirella Schena, a realização do Eclipse contribui para aproximar diferentes cenas e linguagens artísticas.
“Receber novamente o Movimento Cidade no Parque Cultural Casa do Governador, desta vez em uma parceria inédita, com a correalização do festival Eclipse, é fundamental para nós. O Eclipse dialoga diretamente com a programação que já construímos no Parque: conecta diferentes linguagens artísticas e reafirma nosso propósito de valorizar e difundir nomes da música brasileira, promovendo ainda o intercâmbio entre a cena musical do Espírito Santo e a de outros estados. É assim, somando parcerias, que ampliamos repertório e público”, explica.