A eleição para o Governo do Espírito Santo terá uma nova rodada de disputa. Com 100% das urnas apuradas, Lorenzo Pazolini e Ricardo Ferraço avançaram para o segundo turno e agora terão pela frente uma campanha marcada pela busca de alianças e pela conquista dos votos dos candidatos que ficaram fora da disputa.
Após o resultado, Ricardo Ferraço afirmou que o segundo turno representa uma nova eleição e um novo momento da campanha. A proposta, segundo ele, será ampliar o debate com os capixabas e apresentar com mais profundidade os projetos para o Estado.
O candidato também deverá buscar diálogo com os demais grupos políticos que participaram do primeiro turno, mirando os votos que agora estarão disponíveis na nova etapa da disputa.
Ferraço defendeu ainda uma campanha baseada na união e no diálogo com diferentes setores da sociedade.
Lorenzo Pazolini encerrou o primeiro turno bem em 48 municípios capixabas, com desempenho expressivo principalmente na Grande Vitória.
Com a liderança obtida nas urnas, o candidato inicia o bem o segundo turno, mas também terá o desafio de ampliar sua votação e conquistar eleitores que escolheram outros nomes na primeira etapa.
Outro fator que poderá influenciar o resultado é a elevada abstenção registrada no primeiro turno. Cerca de um em cada cinco eleitores não compareceu às urnas.
O número passa a ser estratégico para as duas campanhas, que terão de estimular a participação do eleitor na segunda votação. Além dos votos dos candidatos que não avançaram, a disputa também envolve eleitores indecisos e aqueles que deixaram de votar.
Na disputa pela Presidência, o Espírito Santo também terá segundo turno. Flávio Bolsonaro, do PL, foi bem votado em 63 municípios, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, venceu em 15 cidades.
Flávio Bolsonaro teve vantagem nos sete municípios da Região Metropolitana. A votação de Lula ficou mais concentrada em cidades do Norte do Estado. No Sul, São José do Calçado foi o município onde o petista superou o adversário.
Com apenas dois candidatos na disputa pelo Governo do Espírito Santo, começa agora uma nova fase eleitoral. Alianças, apoios, propostas e a capacidade de cada campanha de ampliar sua votação deverão ocupar o centro das estratégias.
A decisão sobre quem comandará o Espírito Santo pelos próximos quatro anos ficará, agora, nas mãos dos eleitores no segundo turno.