O teatro capixaba receberá, em junho, uma das obras mais emblemáticas da dramaturgia contemporânea. Após percorrer dezenas de cidades brasileiras e reunir mais de 90 mil espectadores, o espetáculo “Três Mulheres Altas”, de Edward Albee, chega a Vitória para duas únicas apresentações, nos dias 27 e 28 de junho, no Teatro Universitário.
Dirigida por Fernando Philbert, a montagem reúne no palco as atrizes Ana Rosa, Helena Ranaldi e Fernanda Nobre em uma trama marcada pelo humor ácido e pela reflexão sobre envelhecimento, memória e passagem do tempo — marcas da escrita de Albee, autor de clássicos como “Quem Tem Medo de Virginia Woolf?”.
Escrita no início da década de 1990 e vencedora do Prêmio Pulitzer, “Três Mulheres Altas” acompanha o embate entre três personagens femininas identificadas apenas como A, B e C, representantes simbólicas da juventude, da maturidade e da velhice. Em cena, a personagem mais velha, já com mais de 90 anos, revisita lembranças e conflitos enquanto divide o palco com uma cuidadora e uma advogada responsável por administrar seus bens e sua rotina.
A montagem brasileira está em seu quinto ano consecutivo em cartaz, acumulando indicações a premiações como Cesgranrio, Bibi Ferreira e Cenym, além de plateias lotadas por onde passa. Vitória integra a segunda grande turnê nacional do espetáculo, que também percorrerá cidades como Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre e Cuiabá.
Segundo o diretor Fernando Philbert, apesar dos temas densos, o texto preserva a ironia e o humor característicos de Albee. “O texto do Albee nos faz refletir sobre qual é a melhor fase da vida e, fundamentalmente, sobre o que fazemos com o tempo que nos resta. Apesar dos temas profundos, a peça é uma comédia em que rimos de nós mesmos”, analisa.
Considerada uma das obras mais pessoais de Edward Albee, a peça possui traços autobiográficos e marcou o retorno do dramaturgo ao centro do cenário teatral nos anos 1990, rendendo ao autor seu terceiro Pulitzer. Desde a estreia internacional, em 1991, “Três Mulheres Altas” ganhou montagens em diversos países e voltou à Broadway em 2018 em uma produção estrelada por Glenda Jackson, Laurie Metcalf e Alison Pill.
No Brasil, a última encenação havia ocorrido em 1995. A nova montagem aposta em uma leitura atualizada da obra, aproximando temas como relações de gênero, machismo, desejo e envelhecimento das discussões contemporâneas.
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