Especialista explica como escolher um chocolate mais saudável, a quantidade ideal para consumo e os cuidados necessários com crianças, idosos e pessoas com restrições alimentares.
No Dia Mundial do Chocolate, comemorado em 7 de julho, especialistas reforçam que o doce pode fazer parte de uma alimentação equilibrada, desde que seja consumido com moderação e na versão mais adequada. A recomendação é optar pelos chocolates com maior concentração de cacau, que oferecem mais benefícios à saúde em comparação às versões mais açucaradas.
De acordo com a médica nutróloga Sandra Fernandes, os chocolates com 70% ou mais de cacau são os mais indicados. Isso porque possuem maior quantidade de flavonoides, compostos antioxidantes associados à proteção do sistema cardiovascular.
Apesar dos benefícios, a especialista alerta que todos os chocolates contêm açúcar e gordura, inclusive os amargos. Por isso, o ideal é consumir entre 25 e 30 gramas por dia, quantidade suficiente para aproveitar as propriedades do cacau sem exagerar na ingestão de calorias.
Outro ponto importante é observar os rótulos antes da compra. Além do percentual de cacau, é necessário verificar a quantidade de açúcar e gordura saturada presente no produto. Quanto maior o teor de cacau, geralmente menor é a quantidade de açúcar adicionada.
Entre as opções disponíveis no mercado, o chocolate branco é considerado o menos indicado. Isso porque ele não possui massa de cacau em sua composição, sendo produzido basicamente com manteiga de cacau, açúcar e gordura. Embora seja muito apreciado pelo sabor, oferece menos benefícios nutricionais.
As barras de proteína sabor chocolate também exigem atenção. A presença de proteína não significa, necessariamente, que o produto seja saudável. É importante analisar a composição completa, verificando a quantidade de proteína, gordura, açúcar e o percentual de cacau.
O horário de consumo também merece cuidado. Pessoas que sofrem com insônia ou apresentam maior sensibilidade a alimentos estimulantes devem evitar o chocolate no período da noite. Já o consumo em jejum não é recomendado, pois pode provocar oscilações na glicemia e causar sonolência ou sensação de mal-estar logo após a ingestão.
Para as crianças, a orientação da Sociedade Brasileira de Pediatria é evitar a oferta de açúcar antes dos dois anos de idade. Já os idosos e pessoas com diabetes, colesterol elevado ou doenças cardiovasculares devem seguir orientações individualizadas de profissionais de saúde.
A nutróloga destaca que dietas muito restritivas costumam ser difíceis de manter. O mais importante é construir uma alimentação equilibrada, respeitando as necessidades e os objetivos de cada pessoa. Assim, o chocolate pode continuar presente no cardápio, desde que a escolha seja consciente e o consumo aconteça com moderação.
Neste Dia Mundial do Chocolate, a principal mensagem é que não é preciso abrir mão do doce favorito de muitos brasileiros. Priorizar chocolates com maior teor de cacau, controlar a quantidade consumida e manter hábitos alimentares saudáveis são atitudes que permitem aproveitar o sabor sem comprometer a saúde.