Encontro reuniu lideranças e militantes na Serra e foi marcado pela confirmação de Sergio Vidigal de que não disputará as eleições de 2026
O PDT realizou, neste sábado (1º), sua convenção estadual no Espírito Santo, em um encontro marcado pela presença de lideranças, militantes e pré-candidatos e por importantes definições para as eleições de 2026. Entre os principais momentos da convenção esteve o anúncio de apoio do partido ao governador Ricardo Ferraço (MDB) e ao ex-governador Renato Casagrande (PSB).
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A convenção também foi marcada pelo posicionamento do ex-prefeito da Serra e uma das principais lideranças do PDT capixaba, Sergio Vidigal, que confirmou que não irá disputar nenhum cargo nas eleições deste ano.
Em seu discurso, Vidigal reafirmou uma decisão que já havia assumido anteriormente e descartou, inclusive, a possibilidade de integrar a chapa majoritária como candidato a vice-governador de Ricardo Ferraço.
“Não irei disputar eleição. Sabe por quê? Porque eu sou político de palavra”, afirmou.
A declaração foi recebida como uma demonstração de coerência e fidelidade aos compromissos assumidos pelo ex-prefeito, que também deixou claro que permanecerá ativo no processo político.
“Não nos aposentamos. Vamos caminhar, estamos firmes”, declarou Vidigal.
Mais do que um encontro partidário, a convenção serviu para consolidar o posicionamento do PDT no cenário eleitoral capixaba. O partido decidiu caminhar ao lado de Ricardo Ferraço na disputa pelo Governo do Estado e de Renato Casagrande na corrida ao Senado.
A presença dos dois líderes políticos na convenção reforçou o ambiente de diálogo e aproximação entre as forças que integram o grupo.
Ricardo Ferraço e Renato Casagrande também fizeram questão de reconhecer a trajetória política de Sergio Vidigal e a contribuição do PDT para o desenvolvimento da Serra.
Casagrande destacou especialmente a postura de Vidigal ao longo de sua trajetória política, ressaltando sua capacidade de liderança, parceria e lealdade.
A relação construída entre PDT, Ricardo Ferraço e Casagrande ganha, assim, um novo capítulo a partir da convenção, com o partido assumindo publicamente seu posicionamento para as eleições deste ano.
Mesmo anunciando que não será candidato, Sergio Vidigal demonstrou que continuará participando ativamente da vida política e da campanha dos aliados.
O ex-prefeito afirmou que estará ao lado dos candidatos do PDT e dos “companheiros” que estarão na disputa, reforçando seu papel de liderança dentro da legenda.
A decisão também mantém coerência com o posicionamento adotado por Vidigal em 2024, quando abriu mão de disputar a Prefeitura da Serra e apoiou Weverson Meireles (PDT), que acabou eleito prefeito do município.
Agora, novamente, Vidigal escolhe não estar nas urnas, mas se mantém presente na construção política do partido e no apoio aos candidatos da legenda.
Durante seu discurso, Vidigal também aproveitou a convenção para defender a identidade histórica do PDT e valorizar os candidatos do partido à Assembleia Legislativa.
Com tom firme e emocionado, destacou a importância da lealdade e da coerência política, especialmente em um cenário de constantes mudanças e alianças.
Segundo Vidigal, o PDT mantém sua trajetória e seus princípios, sem alterar seu posicionamento conforme as circunstâncias eleitorais.
“Nós nunca mudamos o rumo. (…) A gente sempre seguiu reto. PDT é o partido que não tem com que se preocupar porque tem história, tem comportamento, tem conduta”, afirmou.
O pedetista também ressaltou a importância da militância e dos candidatos que decidiram permanecer na legenda para disputar as eleições.
A convenção do PDT consolidou, portanto, mais do que nomes e alianças para 2026. O encontro evidenciou a disposição do partido de participar ativamente do processo eleitoral capixaba, fortalecendo sua bancada e seus candidatos e reafirmando alianças no cenário estadual.
A presença de Ricardo Ferraço e Renato Casagrande ao lado de Sergio Vidigal também simbolizou a proximidade entre as lideranças e o reconhecimento da importância do PDT no cenário político do Espírito Santo.
Ao deixar claro que não será candidato, Vidigal encerrou as especulações sobre seu futuro eleitoral imediato. Mas, ao mesmo tempo, fez questão de deixar outra mensagem: sua decisão de não disputar uma eleição não significa deixar a política.
O PDT sai da convenção com seu caminho definido, seus candidatos mobilizados e uma aliança política reforçada para as eleições de 2026.