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Vitória cria regras para uso de bicicletas elétricas após alta de acidentes

Após alta de acidentes, Vitória aposta em novas regras para uso de bicicletas elétricas

O avanço das bicicletas elétricas como alternativa de mobilidade urbana em Vitória trouxe um alerta: o crescimento acelerado de acidentes envolvendo esses veículos. Diante desse cenário, a Prefeitura decidiu estabelecer novas regras para disciplinar a circulação e reforçar a segurança no trânsito.

Nos últimos anos, os números chamaram a atenção das autoridades. Foram 45 acidentes registrados em 2024. Em 2025, esse total subiu para 304 ocorrências. Já em 2026, apenas nos primeiros meses, 134 casos já haviam sido contabilizados, evidenciando uma tendência de alta.

Com o objetivo de reduzir riscos e organizar o fluxo nas vias, o novo decreto municipal estabelece limites e orientações claras para usuários de bicicletas elétricas e outros equipamentos de mobilidade individual.

Entre as principais mudanças, está a definição de que bicicletas elétricas devem ter pedal assistido, potência limitada a 1000 watts e velocidade máxima de até 32 km/h. Esses veículos devem circular preferencialmente em ciclovias e ciclofaixas.

Nas calçadas, a circulação passa a ser restrita a situações em que não haja infraestrutura cicloviária. Nesses casos, o espaço é considerado compartilhado com pedestres, e a velocidade deve ser reduzida para até 6 km/h.

O decreto também abrange patinetes elétricos e monociclos, que seguem regras semelhantes de circulação. Já os ciclomotores, como motos elétricas, continuam autorizados a trafegar nas vias, desde que respeitem o limite de até 60 km/h, utilizem o lado direito da pista e estejam devidamente regularizados.

Apesar das novas regras, a prefeitura reconhece que a fiscalização enfrenta limitações. Isso porque a aplicação de multas relacionadas a esses veículos depende, em muitos casos, de legislação federal.

Diante disso, a estratégia adotada será investir em campanhas de conscientização. A ideia é orientar os usuários sobre comportamento seguro e uso adequado dos espaços urbanos.

Outro ponto importante é a ausência de idade mínima definida para condução de bicicletas elétricas, já que essa regulamentação também é de competência federal.

Especialistas apontam que, além das regras, a redução de acidentes depende diretamente da mudança de comportamento dos condutores. O uso de equipamentos de proteção, respeito à sinalização e atenção redobrada no trânsito são considerados fundamentais.

A expectativa é que, com a combinação de regulamentação e educação, Vitória consiga conter o avanço dos acidentes e tornar o uso das bicicletas elétricas uma alternativa segura e sustentável de mobilidade urbana.

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