Capacitação da Unimed Sul Capixaba reuniu profissionais de diferentes áreas para reforçar conhecimentos sobre parada cardiorrespiratória, RCP e uso do desfibrilador
Uma emergência pode acontecer em qualquer ambiente e, nesses momentos, ter pessoas preparadas para reconhecer uma parada cardiorrespiratória e iniciar os primeiros cuidados pode fazer diferença. Foi com esse propósito que a Unimed Sul Capixaba realizou, no dia 23 de outubro, o Treinamento de Reciclagem do DEA (Desfibrilador Externo Automático), reunindo profissionais de diferentes áreas no auditório do Hospital da Unimed Sul Capixaba, em Cachoeiro de Itapemirim.
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A capacitação é realizada anualmente pela cooperativa, por meio das áreas de Responsabilidade Social e do Centro de Estudos, e busca ampliar o número de pessoas capacitadas para agir com segurança e rapidez diante de uma situação de emergência. Entre os participantes estava o personal trainer Wendel Ribeiro, que atua há oito anos na profissão e já presenciou alunos passarem mal e até desmaiarem durante atividades físicas.
“Sabemos que isso pode acontecer, então esse curso foi excelente e trouxe esclarecimentos fundamentais para saber reagir caso aconteça. O treinamento tem uma didática incrível, que nos ensina de forma simples sobre como fazer as manobras de RCP e usar o desfibrilador”, relata Wendel.
A proposta parte de uma situação emergencial que pode ocorrer em diferentes espaços, como academias, restaurantes, estabelecimentos comerciais e outros locais públicos. Por isso, além de ensinar a utilização correta do DEA, o treinamento reforçou o reconhecimento de uma parada cardiorrespiratória e as medidas que podem ser tomadas até a chegada do atendimento especializado.
“Podemos presenciar uma parada cardiorrespiratória em qualquer lugar, e a resposta a esse evento começa por nós, a partir do momento em que temos conhecimento das ações que realmente podem salvar uma vida”, explica Thaina Soares, cardiologista e gestora da Linha Clínica da Unimed Sul Capixaba, que participou da condução da capacitação ao lado de João Henrique Mucelini, intensivista e coordenador da Linha de Urgência e Emergência da cooperativa.
Nesta edição, o treinamento também incluiu noções de RCP em crianças, ampliando o preparo dos participantes para situações envolvendo o público infantil. A abordagem considera, ainda, a necessidade de saber como agir em casos de afogamento, uma das principais causas de morte acidental entre crianças.
Para João Henrique, preparar profissionais e outras pessoas da comunidade significa ampliar a possibilidade de uma resposta adequada quando uma emergência acontece fora de um ambiente hospitalar.
“Situações de emergência acontecem em qualquer lugar e é importante que as pessoas saibam como agir. Fico feliz em contribuir e em ver tantas pessoas se capacitando. Tenho certeza que os participantes irão continuar propagando essa ideia, para que mais pessoas estejam cientes de como devem agir nessas situações”, afirma.
A experiência também reforçou, entre os participantes, a percepção de que esse tipo de conhecimento não se limita ao exercício de uma profissão. Para Wendel, estar preparado pode fazer diferença tanto no ambiente de trabalho quanto no cotidiano.
“É muito importante que esse conhecimento atinja sempre mais pessoas”, destaca.
Ao capacitar profissionais de diferentes áreas para reconhecer uma emergência e agir de maneira adequada, o treinamento reforça a importância de uma rede de pessoas preparadas para prestar os primeiros cuidados quando cada minuto pode fazer diferença.