Cidade Geral

STF julga ação que pode mudar pagamento do piso dos professores no Brasil

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta sexta-feira (15), em plenário virtual, o julgamento de dois recursos com repercussão geral que podem redefinir a forma de aplicação do Piso Salarial Profissional Nacional do Magistério em todo o Brasil. A decisão é considerada histórica para a categoria e pode impactar diretamente planos de carreira, vencimentos e ações judiciais de milhares de professores da rede pública.

O principal ponto em debate é se o piso nacional deve ser tratado apenas como remuneração mínima total dos profissionais da educação ou como vencimento-base inicial obrigatório da carreira, sem a inclusão de gratificações, bônus e adicionais para atingir o valor definido por lei.

Especialista em Direito do Magistério, o advogado Amarildo Santos explica que a decisão pode corrigir uma prática considerada recorrente em diversos estados e municípios brasileiros.

“Hoje, muitos entes públicos utilizam gratificações para complementar o valor do piso, sem reajustar efetivamente o vencimento-base do professor. O STF vai definir se essa prática pode continuar ou se o piso deve ser aplicado corretamente como base da carreira do magistério”, afirmou.

Segundo Amarildo, a definição do Supremo também poderá fortalecer ações judiciais movidas por professores que reivindicam diferenças salariais e adequações nos planos de cargos e salários.

No Espírito Santo, o julgamento é acompanhado com atenção por sindicatos, profissionais da educação e gestores públicos. Diversos municípios capixabas já receberam recomendações para adequação ao piso nacional, especialmente em relação ao vencimento inicial da carreira.

Para representantes da categoria, a decisão ultrapassa a questão financeira e envolve o reconhecimento da importância da educação pública.

“Não estamos falando apenas de salário. Trata-se de valorização profissional, segurança jurídica e respeito aos professores que atuam diariamente na formação de milhares de estudantes”, destacou Amarildo Santos.

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