Campanha chama atenção para sintomas que podem parecer comuns, mas que precisam ser investigados; no Espírito Santo, foram registrados 149 casos de câncer infantojuvenil e 50 mortes em 2025
Durante o tratamento contra o câncer infantil, o suporte oferecido às famílias vai muito além do atendimento médico.
A Acacci recebe pacientes encaminhados por profissionais de saúde, principalmente a partir do Hospital Infantil de Vitória, referência estadual no diagnóstico e tratamento do câncer em crianças e adolescentes.
A instituição disponibiliza hospedagem, alimentação, transporte e acompanhamento multidisciplinar. O objetivo é oferecer às crianças condições para manter atividades próprias da infância mesmo durante o tratamento.
A assistência pode envolver fisioterapia, nutrição, terapia ocupacional, atividades pedagógicas e recreativas, entre outros atendimentos.
A proposta é diminuir o impacto da rotina hospitalar e proporcionar um ambiente de acolhimento para pacientes e familiares.
A Campanha chama atenção para a importância de os pais e responsáveis observarem mudanças na saúde das crianças e adolescentes.
Entre os sinais que merecem avaliação médica estão:
- Febre recorrente ou prolongada;
- Palidez;
- Cansaço excessivo;
- Perda de peso sem explicação;
- Manchas roxas pelo corpo;
- Dores persistentes;
- Inchaços ou caroços;
- Alterações que não melhoram com o tempo.
Um dos tipos de câncer infantil que também recebe atenção especial durante a campanha é o retinoblastoma, tumor que afeta os olhos e ocorre principalmente em crianças pequenas.
Alterações oculares, como o aparecimento repentino de estrabismo, podem ser um sinal de alerta e devem ser avaliadas por um oftalmologista.
Os tipos de câncer mais frequentes na infância incluem as leucemias, os tumores do sistema nervoso central e os linfomas. O retinoblastoma também está entre as doenças que exigem atenção especial.
No Espírito Santo, dados da Secretaria de Estado da Saúde apontam que foram registrados 149 casos de câncer infantojuvenil e 50 mortes em 2025. Em 2026, até 15 de agosto, foram contabilizados 46 novos casos e 31 mortes.
Apesar de o diagnóstico provocar medo e insegurança nas famílias, os avanços no tratamento aumentaram significativamente as chances de cura.
Atualmente, as taxas de sobrevida para o câncer infantil podem ultrapassar 80%, dependendo do tipo da doença e do estágio em que ela é identificada.
O tratamento pode envolver quimioterapia, radioterapia e cirurgia, considerados os principais pilares da oncologia pediátrica. A escolha depende do diagnóstico e das características de cada paciente.
O mês de setembro é dedicado à conscientização sobre o câncer infantojuvenil. Conhecida como Setembro Dourado, a campanha busca ampliar a informação sobre os sinais da doença e reforçar a importância do diagnóstico precoce.
A orientação para pais e responsáveis é não ignorar sintomas persistentes ou mudanças no comportamento e na saúde da criança. Procurar atendimento médico diante de sinais que fogem do habitual pode contribuir para uma investigação mais rápida.
Mais do que uma campanha de conscientização, o Setembro Dourado reforça uma mensagem essencial: informação, atenção aos sinais e diagnóstico precoce podem fazer diferença na vida de uma criança com câncer.