Saúde

Reconhecer os sinais de um AVC pode salvar vidas, alerta neurologista

No Dia Mundial e Nacional de Prevenção ao AVC, Jasson Neto, da Bluzz Saúde, destaca a importância de identificar os sintomas, buscar atendimento imediato e controlar os fatores de risco

O tempo é um fator decisivo diante de um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Reconhecer os primeiros sinais e procurar atendimento médico imediatamente pode reduzir o risco de sequelas e aumentar as chances de recuperação. O alerta ganha destaque em 29 de outubro, Dia Mundial e Nacional de Prevenção ao AVC, data dedicada à conscientização sobre a doença e à importância de agir rapidamente diante de uma emergência.

“O AVC é uma emergência médica em que cada minuto importa. Quanto mais rápido o paciente recebe atendimento, maiores são as possibilidades de reduzir os danos ao cérebro. Por isso, conhecer os sinais de alerta é fundamental para que a pessoa e quem está ao seu redor saibam como agir”, orienta o neurologista Jasson Neto, da Bluzz Saúde.

O AVC acontece quando o fluxo de sangue para uma região do cérebro é interrompido, seja pelo entupimento de um vaso sanguíneo, no caso do AVC isquêmico, ou pelo rompimento de um vaso, no AVC hemorrágico. A falta de oxigênio compromete as células cerebrais e pode provocar consequências graves, como dificuldades de fala e movimento, incapacidade funcional e, em casos mais severos, a morte.

Entre os principais sinais estão a perda de força ou dormência em um lado do corpo, o desvio da boca, a dificuldade para falar ou compreender o que é dito, alterações repentinas na visão, tontura intensa e perda de equilíbrio ou coordenação. Uma dor de cabeça súbita e muito forte, sem causa aparente, também pode indicar uma emergência.

“Um sinal que aparece de repente não deve ser ignorado. Se a pessoa apresenta a boca torta, dificuldade para levantar um dos braços ou alteração na fala, é preciso suspeitar de AVC e procurar ajuda imediatamente. Não se deve esperar para ver se o sintoma passa, nem tentar resolver a situação em casa”, reforça o neurologista.

Diante da suspeita, a orientação é acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo telefone 192. Mesmo que os sintomas desapareçam em poucos minutos, a avaliação médica é indispensável, pois o episódio pode indicar risco de um evento mais grave.

Além de reconhecer os sinais, a prevenção tem papel essencial. Hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, sedentarismo, excesso de peso e consumo excessivo de álcool estão entre os fatores que aumentam o risco de AVC. Algumas condições cardíacas, como a fibrilação atrial, também podem favorecer a formação de coágulos capazes de atingir o cérebro.

“Cuidar da saúde cardiovascular é uma das principais formas de reduzir o risco de AVC. Manter a pressão arterial e o diabetes controlados, acompanhar os níveis de colesterol, praticar atividade física e adotar uma alimentação equilibrada são medidas importantes. As consultas regulares também ajudam a identificar fatores de risco e orientar o tratamento adequado”, explica Jasson Neto.

O especialista ressalta que a prevenção precisa fazer parte da rotina, e não ser lembrada apenas diante de sintomas ou de um problema de saúde. O acompanhamento médico permite avaliar os fatores de risco de cada pessoa e estabelecer estratégias individualizadas de cuidado.

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