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O Bonde 42 da Casa da Memória da Prainha está sendo restaurado

No mês de março foi iniciado, pela terceira vez (2015 e 2022) os serviços da Restauração do Bonde Elétrico 42, da Casa da Memória de Vila Velha, na Prainha. O IHGVV apresentou o projeto de Manutenção e Reforma e foi contemplado, certificando o excelente trabalho do Instituto na preservação do patrimônio histórico e cultural do ES; com esse projeto, com apoio da Prefeitura de Vila Velha, Secretaria de Cultura, através do Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, apoio da EDP.

A liderança e gestão do Projeto ficará a cargo do IHGVV Instituto Histórico e Geográfico de Vila Velha, presidente Luiz Paulo Rangel, e execução das obras terá a responsabilidade técnica da empresa Louise Dupin com o restaurador mestre, Marcelo Siqueira, um parceiro importante e com grande experiência nesse tipo de restauro, tendo trabalhado nas duas restaurações anteriores do bondinho, e também nas restaurações das peças de madeira do Theatro Carlos Gomes, no Santuário de Anchieta, na Igreja de Reis Magos e no Convento da Penha, dentre outros trabalhos. A previsão de entrega dos serviços são três meses, em maio, dentro dos festejos dos 491 anos de Vila Velha, e o bondinho está sendo preparado para oferecer (a partir de 23 de maio) experiencia de um passeio virtual, em realidade aumentada, aos turistas e visitantes da Casa da Memória da Prainha.

No dia 12 de abril de 1912, dois bondes elétricos foram inaugurados em Vila Velha e, cinco meses depois, a empresa Viação Eléctrica da Cidade de Espírito Santo comprou mais dois conjuntos e uma gôndola. Os bondes circulavam por dez quilômetros de trilhos por toda a cidade. Um saía da Prainha (e depois do 3° BC-atual 38 BI), outro de Paul, e o cruzamento dos dois acontecia na Estação de Aribiri.

O Bonde tinha 12 metros de comprimento, atingia a velocidade máxima de 30 quilômetros por hora e tinha capacidade para aproximadamente 50 pessoas sentadas, 36 em pé na lateral e cerca 20 pessoas em pé no meio do carro.

O Bonde 42 é o último exemplar da frota da antiga Escelsa, hoje EDP, que era a gestora do modal que tem enorme importância no desenvolvimento da cidade. Por onde passou, foram fundados bairros como Ataíde, Aribiri e Glória”, informa o presidente do IHGVV, Luiz Paulo Rangel.

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