Evento acontece de 11 a 14 de novembro, com apresentações musicais em Vila Velha e atividades formativas em Vitória, reunindo artistas, juventude e representantes da cultura periférica.
O Espírito Santo recebe, em novembro, a primeira edição do Festival Kikada, evento gratuito dedicado à valorização do funk capixaba e das expressões culturais das periferias. Entre os dias 11 e 14 de novembro, o festival promoverá shows, oficinas, workshops e rodas de conversa, conectando música, formação artística e diversidade cultural.
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A programação musical será realizada nos dias 13 e 14 de novembro, na quadra da Mocidade Unida da Glória (MUG), em Vila Velha. Já as atividades formativas ocorrerão nos dias 11, 12 e 13, em Vitória, no Museu Capixaba do Negro (MUCANE) e no Centro de Referência das Juventudes (CRJ), em Ilha de Santa Maria.
Entre as atrações confirmadas estão a cantora e compositora Bia Soull, destaque da nova cena do funk brasileiro, e a DJ Gegeo, artista capixaba vencedora do Prêmio da Música Capixaba 2024 na categoria DJ. O festival também contará com apresentações e atividades envolvendo LD Favelinha, Adame e Fayra.
A iniciativa nasce com a proposta de ampliar a visibilidade do funk produzido no Espírito Santo, reconhecendo sua identidade artística e sua importância para a cultura urbana, especialmente entre os jovens das periferias.
Natural do Paraná, Bia Soull vem conquistando espaço no cenário nacional do funk com uma sonoridade que transita por diferentes vertentes do gênero. A artista ganhou projeção com a música Pompoarismo, parceria com Mu540, e se destaca pela versatilidade vocal, pelo humor e por letras que exploram temas como desejo e liberdade.
Seu álbum de estreia integrou a lista dos 50 melhores discos brasileiros do primeiro semestre de 2026, publicada pela Billboard Brasil. Entre as faixas de seu repertório estão Pompoarismo, Melaço, Menage e Malandro Touchscreen.
Representando a produção musical capixaba, a DJ Gegeo também integra a programação. Natural de Vitória, a artista constrói sets que passeiam por diferentes sonoridades e valorizam a música preta e a cultura periférica. Seu trabalho busca aproximar a pista de dança, o público e os territórios que dão origem a essas manifestações culturais.
A conquista do Prêmio da Música Capixaba 2024 reforça a trajetória da DJ e sua contribuição para a cena musical do estado.
Além dos shows, o Kikada aposta em atividades formativas para estimular o aprendizado, a produção musical e o intercâmbio entre artistas e participantes.
A abertura do festival será realizada no dia 11 de novembro, no Museu Capixaba do Negro (MUCANE), em Vitória, com roda de conversa, apresentação teatral e participação da DJ Gegeo.
Na mesma data, terá início a Oficina Beat Fino, conduzida pelo produtor LD Favelinha. A atividade seguirá até o dia 13 de novembro, no Centro de Referência das Juventudes (CRJ) Ilha de Santa Maria, com foco na produção e difusão da linguagem sonora relacionada ao funk.
No dia 12 de novembro, o MUCANE receberá dois workshops voltados a diferentes linguagens artísticas e práticas culturais ligadas ao universo do gênero musical.
A participação na abertura, na oficina e nos workshops exige inscrição prévia. As orientações para os interessados serão divulgadas posteriormente pela organização.
A programação completa dos shows, com os horários das apresentações e os demais detalhes do festival, também será anunciada em breve.
Para Luisa Costa, diretora-geral do Movimento Cidade, a realização do Kikada representa uma oportunidade de fortalecer a cena musical capixaba e ampliar o reconhecimento dos artistas que constroem essa história.
Segundo ela, o festival pretende promover encontros entre artistas e público, valorizar a criatividade local e abrir novos espaços para a circulação do funk produzido no estado.
A proposta também destaca o papel da música como instrumento de expressão, pertencimento e valorização dos territórios periféricos, reconhecendo o funk como uma manifestação artística e cultural que integra a diversidade da produção musical brasileira.