Número de domicílios capixabas com computador diminuiu entre 2024 e 2025, enquanto presença de tablets e acesso à internet avançou
O computador tradicional está perdendo espaço dentro dos lares do Espírito Santo. Em contrapartida, tablets e celulares assumem cada vez mais funções que antes dependiam de notebooks ou desktops, acompanhando uma mudança no comportamento dos consumidores e na forma de estudar, trabalhar e acessar serviços.
A mudança no comportamento também aparece nos números. Dados do IBGE mostram que, entre 2024 e 2025, caiu a quantidade de domicílios capixabas com computadores ou microcomputadores.
Em 2024, cerca de 605 mil residências, o equivalente a 39,5% dos domicílios do Estado, tinham computador. No ano seguinte, o número recuou para aproximadamente 589 mil, representando 36,8%.
Enquanto os computadores perderam espaço, os tablets avançaram. A proporção de casas com esse tipo de dispositivo passou de 8,8% para 9,2% no mesmo período.
O movimento está diretamente relacionado à evolução dos smartphones. Com aparelhos cada vez mais potentes e capazes de executar aplicativos, acessar plataformas de trabalho, realizar pagamentos e consumir entretenimento, muitas pessoas passaram a considerar desnecessária a manutenção de um computador em casa.
O celular deixou de ser apenas uma ferramenta para ligações e mensagens. Hoje, concentra serviços bancários, documentos, estudos, compras, redes sociais, trabalho e diferentes formas de entretenimento.
Essa transformação também é impulsionada pela melhoria da infraestrutura de internet. No Espírito Santo, 95,1% dos domicílios já tinham acesso à internet em 2025, um crescimento de 1,8 ponto percentual em relação ao ano anterior.
Com a ampliação das redes móveis e a popularização de aparelhos conectados, atividades que antes exigiam deslocamento ou equipamentos específicos podem ser realizadas diretamente pela internet.
Pagar contas, acessar documentos, estudar, trabalhar, fazer compras e utilizar serviços públicos são apenas algumas das possibilidades incorporadas à rotina.
A tendência, segundo especialistas, é que a conectividade avance ainda mais. A expansão das redes móveis e a oferta de dispositivos mais acessíveis devem ampliar o número de pessoas conectadas e, consequentemente, reduzir ainda mais a dependência de equipamentos tradicionais.
A transformação não deve parar nos celulares e tablets. Relógios, óculos, roupas e outros objetos já podem incorporar recursos conectados à internet, apontando para uma realidade em que a tecnologia estará cada vez mais integrada ao cotidiano.
No Espírito Santo, os números mostram que essa mudança já está acontecendo dentro de casa: menos computadores, mais dispositivos móveis e praticamente nove em cada dez domicílios conectados à internet.