Nem toda proteína é igual: especialista explica como escolher as melhores fontes para favorecer o metabolismo
O consumo de proteínas se tornou um dos pilares das estratégias voltadas para emagrecimento, ganho de massa muscular e promoção da saúde. Com a popularização de aplicativos de nutrição, dietas hiperproteicas e o acompanhamento dos macronutrientes, cresce também a preocupação em atingir a quantidade diária recomendada. No entanto, especialistas alertam que a qualidade da proteína consumida pode ser tão importante quanto a quantidade.
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De acordo com a endocrinologista e metabologista Gisele Lorenzoni, fatores como digestibilidade, composição nutricional, presença de compostos bioativos e até o momento em que os alimentos são consumidos influenciam diretamente no metabolismo, na saciedade e no equilíbrio hormonal.
“Muitas pessoas conseguem atingir a quantidade de proteína recomendada para o dia, mas não têm os resultados esperados. Isso acontece porque a nutrição vai muito além dos números. Precisamos considerar a qualidade das fontes proteicas e a capacidade de absorção pelo organismo”, explica a médica.
Entre as proteínas de origem animal, o frango e o patinho permanecem entre os alimentos mais indicados pelos especialistas, principalmente por apresentarem elevada concentração de proteínas e baixo teor de gordura. Segundo Gisele Lorenzoni, esses alimentos contribuem para a manutenção da massa muscular e proporcionam maior sensação de saciedade.
“O frango e o patinho são excelentes aliados para quem busca saciedade e preservação da massa muscular”, afirma.
Outra opção que vem ganhando espaço é a tilápia. De fácil digestão e rica em proteínas de alto valor biológico, o peixe é indicado especialmente para pessoas que apresentam maior sensibilidade gastrointestinal ou desejam uma alimentação mais leve.
“O alimento oferece proteína de alta qualidade e com digestão mais fácil”, destaca a endocrinologista.
Também presente em muitas estratégias nutricionais, o caldo de ossos tem despertado interesse pelos aminoácidos presentes em sua composição. Segundo a especialista, esses nutrientes podem favorecer a saúde intestinal e contribuir para uma melhor qualidade do sono.
“O caldo de ossos fornece aminoácidos importantes que podem contribuir para a saúde intestinal e favorecer a qualidade do sono”, ressalta.
As proteínas de origem vegetal também possuem características específicas e benefícios importantes. O tofu, derivado da soja, é apontado como um aliado da saúde feminina, especialmente durante fases como o climatério e a menopausa.
“A soja possui compostos naturais que podem atuar de forma benéfica em diferentes fases da vida da mulher”, explica Gisele Lorenzoni.
Outro alimento que merece destaque é o grão-de-bico. Além do teor proteico, ele contém triptofano, aminoácido precursor da serotonina, neurotransmissor relacionado à sensação de bem-estar.
“O grão-de-bico contém triptofano, além de fibras e micronutrientes importantes para a saúde intestinal. Essa combinação contribui para uma melhor sensação de bem-estar e pode auxiliar no equilíbrio do humor”, destaca.
Apesar dos benefícios associados a diferentes alimentos, a endocrinologista reforça que não existe uma fórmula única capaz de atender todas as pessoas. A escolha das fontes proteicas deve levar em conta características individuais, objetivos e condições clínicas.
“O que funciona para uma pessoa pode não ser a melhor estratégia para outra. Por isso, a individualização é fundamental. A avaliação médica e nutricional permite identificar quais fontes proteicas, quantidades e horários de consumo são mais adequados para cada objetivo e condição clínica”, conclui Gisele Lorenzoni.