Saúde

Maio Roxo alerta para crescimento das Doenças Inflamatórias Intestinais 

A campanha Maio Roxo chama a atenção para as Doenças Inflamatórias Intestinais (DII), grupo de enfermidades crônicas que inclui a Doença de Crohn e a Retocolite Ulcerativa. Apesar de ainda pouco conhecidas pela população, essas condições têm apresentado crescimento significativo no Brasil e no mundo, exigindo maior conscientização, diagnóstico precoce e acompanhamento especializado.

As Doenças Inflamatórias Intestinais são caracterizadas por inflamação crônica do trato gastrointestinal, com sintomas como diarreia persistente, dor abdominal, perda de peso e presença de sangue nas fezes. Elas não têm cura definitiva e apresentam evolução crônica, com períodos de remissão e crises. Fatores genéticos, imunológicos e ambientais estão entre os principais mecanismos associados ao desenvolvimento, embora a causa exata ainda não seja totalmente compreendida.

Segundo a gastroenterologista Rafaela Richa, do Hospital Santa Rita, o diagnóstico precoce é fundamental para o controle da doença. “As doenças inflamatórias intestinais exigem acompanhamento contínuo. Quando identificadas precocemente, conseguimos reduzir complicações e melhorar significativamente a qualidade de vida do paciente”, afirma.

A especialista destaca ainda que os sintomas podem ser confundidos com problemas gastrointestinais comuns, o que atrasa a busca por atendimento. “Diarreia prolongada, dor abdominal recorrente e perda de peso não devem ser ignoradas. Esses sinais precisam ser investigados”, completa a médica do Hospital Santa Rita.

A gastroenterologista e professora do Unesc, Mayara Fiorot Lodi, reforça o impacto das DII na rotina dos pacientes e a importância de uma abordagem multidisciplinar. “Estamos falando de doenças que afetam principalmente jovens e adultos em idade produtiva. O tratamento envolve acompanhamento nutricional e, em alguns casos, intervenção cirúrgica”, explica.

Ela também chama atenção para o aumento da incidência no país. “Observamos crescimento consistente dos casos no Brasil, possivelmente relacionado a mudanças no estilo de vida, como dieta industrializada, estresse e fatores ambientais”, afirma.

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