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Clareamento íntimo deixa de ser tabu e cresce entre mulheres em busca de autoestima

O clareamento íntimo tem ganhado cada vez mais espaço nas clínicas de estética e nas conversas sobre autocuidado feminino. Antes cercado de tabus e preconceitos, o procedimento passou a ser discutido de forma mais aberta, inclusive por celebridades internacionais como Anitta e Cardi B, que já comentaram publicamente sobre intervenções estéticas na região íntima.

Segundo a especialista em estética íntima Lilian Milene, o escurecimento da região é um processo natural do corpo e não está relacionado à falta de higiene, como muitos ainda acreditam. “Durante muito tempo esse assunto foi tratado com preconceito, mas é importante entender que a hiperpigmentação íntima faz parte da biologia da pele e pode acontecer por diversos fatores”, explica.

A profissional destaca que regiões como virilha, períneo e axilas estão entre as áreas mais propensas ao escurecimento devido ao atrito constante, à depilação frequente, à umidade e às alterações hormonais. Pessoas com fototipos mais elevados também costumam apresentar maior tendência à hiperpigmentação.

“A pele da região íntima é extremamente sensível e reage facilmente aos estímulos do dia a dia. Roupas apertadas, tecidos sintéticos, calor excessivo, depilação e até oscilações hormonais podem estimular a produção de melanina”, afirma Lilian.

Embora o escurecimento íntimo não represente riscos à saúde física, a especialista ressalta que a questão pode afetar diretamente a autoestima e o bem-estar emocional de muitas mulheres. “Muitas pacientes chegam ao consultório inseguras, evitando determinadas roupas, praias ou até momentos íntimos. Quando o tratamento é realizado de forma segura e consciente, ele também contribui para o fortalecimento da autoestima”, pontua.

Com o aumento da procura, especialistas reforçam a importância de buscar acompanhamento profissional e evitar receitas caseiras ou produtos sem indicação adequada. “Hoje existem protocolos específicos e seguros para a região íntima, desenvolvidos justamente para respeitar a sensibilidade da pele. O mais importante é que a mulher se sinta bem consigo mesma”, conclui Lilian Milene.

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