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Dia Mundial da Doença de Parkinson e reforça a importância do diagnóstico precoce

11 de abril marca o Dia Mundial da Doença de Parkinson e reforça a importância do diagnóstico precoce

O dia 11 de abril é celebrado como o Dia Mundial da Doença de Parkinson, uma data dedicada à conscientização sobre a enfermidade neurodegenerativa, à redução do estigma e ao apoio a pacientes e familiares. A iniciativa busca ampliar o conhecimento da população sobre a doença, que ainda é cercada por dúvidas e informações incompletas.

Embora frequentemente associada aos tremores, a Doença de Parkinson vai muito além desse sintoma. De acordo com a Sociedade Brasileira de Neurologia, o quadro clínico inclui uma série de manifestações que podem surgir anos antes das alterações motoras. Entre os sinais estão rigidez muscular, lentidão de movimentos, distúrbios do sono, perda do olfato, além de sintomas emocionais como ansiedade e depressão.

Segundo o neurologista cooperado da Unimed Sul Capixaba, Marcos Paulo Travaglia, a doença não se apresenta da mesma forma em todos os pacientes. “Existem sintomas motores e não motores, e alguns podem aparecer muito antes dos tremores. A perda de olfato, por exemplo, é considerada um sinal precoce importante e pode contribuir para o diagnóstico antecipado”, explica.

Outro aspecto relevante, segundo o especialista, é a influência de fatores emocionais no agravamento dos sintomas. Situações de estresse e ansiedade podem intensificar temporariamente as manifestações em pessoas já diagnosticadas. Além disso, apesar de ser mais comum após os 60 anos, a doença também pode atingir adultos mais jovens, nos chamados casos de Parkinson precoce.

Entre os sinais menos conhecidos que auxiliam na avaliação clínica está a micrografia — caracterizada pela diminuição progressiva do tamanho da letra ao escrever, resultado da redução da amplitude dos movimentos.

Apesar de ainda não haver cura, os avanços no tratamento têm possibilitado mais qualidade de vida aos pacientes. O acompanhamento médico contínuo, aliado ao uso de medicamentos, fisioterapia e prática regular de atividades físicas, é fundamental para o controle dos sintomas. Em alguns casos, também podem ser indicadas intervenções cirúrgicas.

“A atividade física tem papel essencial, pois contribui para a plasticidade cerebral e ajuda na manutenção da mobilidade e do equilíbrio, favorecendo a autonomia do paciente ao longo do tempo”, destaca Travaglia.

A maioria dos casos de Parkinson não está diretamente ligada à hereditariedade. Apenas uma pequena parcela possui associação genética, enquanto a maior parte ocorre de forma esporádica.

A mensagem reforçada neste Dia Mundial é clara: o diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado fazem toda a diferença. Com informação, cuidado contínuo e acesso ao tratamento, pessoas com Parkinson podem manter uma vida ativa, produtiva e com qualidade.

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