Podcast Conversa Eklética destaca projeto capixaba de educação inclusiva que ganha repercussão internacional
Link do Podcast – https://www.youtube.com/watch?v=3ztoMHQX1EU
Em mais um episódio do podcast Conversa Eklética, gravado no dia 7 de maio, a jornalista Luciene Costa recebeu os diretores da Editora Formar, Marcelo Carvalho e Camila Carvalho, para uma conversa profunda sobre educação, inclusão, acessibilidade e intercâmbio cultural entre Brasil e África.
O bate-papo teve como foco principal a coleção “Celebrando a Diversidade Étnico-Racial”, projeto pedagógico desenvolvido pela editora capixaba e que agora será apresentado em Angola como ferramenta de diálogo, inclusão social e cooperação educacional internacional.
Logo no início da entrevista, Luciene destacou a importância de discutir temas ligados à educação e à valorização cultural, ressaltando o orgulho de receber um projeto nascido no Espírito Santo e que hoje ultrapassa fronteiras.
Durante a conversa, Camila Carvalho explicou que a coleção surgiu a partir da necessidade de atender à legislação federal que determina o ensino da história e cultura afro-brasileira e indígena nas escolas.
Segundo ela, a Editora Formar percebeu que havia pouca oferta de materiais pedagógicos voltados para essa temática e decidiu investir em um projeto mais amplo, acessível e humanizado.
“Foram três anos de produção desse material. A gente queria criar uma coleção em que o aluno pudesse se enxergar, se reconhecer e sentir orgulho da sua cultura e da sua história”, afirmou.
A diretora destacou ainda que o material busca fortalecer a autoestima das crianças negras e indígenas dentro do ambiente escolar, trabalhando temas ligados à ancestralidade, culinária, brincadeiras, tradições e identidade cultural.
Um dos momentos mais marcantes do episódio foi o relato da viagem realizada a Angola. Marcelo Carvalho contou que a missão teve como objetivo apresentar os materiais pedagógicos da editora e iniciar um intercâmbio educacional entre os países.
Segundo ele, os representantes angolanos demonstraram grande interesse pela metodologia brasileira.
“Eles valorizam muito a educação do Brasil e enxergam nossos materiais como uma possibilidade de aproximação cultural e pedagógica”, contou.
Marcelo explicou que Angola vive um momento de reconstrução e fortalecimento da educação, buscando novos modelos pedagógicos e investimentos em tecnologia educacional.
Durante o podcast, os diretores relataram que o país africano ainda enfrenta desafios importantes, como falta de vagas nas escolas, carência de infraestrutura e necessidade de materiais voltados para educação no trânsito, prevenção à malária, saúde pública e educação sexual.
“Eles querem construir uma nova educação e entendem que isso começa através do conhecimento”, destacou Camila.
Outro tema amplamente debatido no episódio foi a acessibilidade. A coleção desenvolvida pela Formar possui audiolivro, audiodescrição e tradução em Libras, permitindo que estudantes com deficiência visual ou auditiva também tenham acesso completo ao conteúdo.
Camila explicou que o projeto foi pensado para atender diferentes perfis de alunos e tornar o aprendizado mais inclusivo.
“A educação precisa ser para todos. Não pode existir barreira para o aprendizado”, afirmou.
Luciene Costa comentou durante a entrevista sobre a importância de iniciativas que ampliem o acesso à educação e celebrem a diversidade dentro das escolas.
O podcast também abriu espaço para uma reflexão sobre o mercado editorial e o retorno do interesse pelos livros impressos. Os convidados contaram que, após a pandemia, houve um crescimento significativo na procura por publicações literárias.
Segundo Camila, muitas pessoas aproveitaram o período de isolamento para escrever livros e tirar antigos projetos da gaveta.
“As pessoas voltaram a valorizar o livro físico, o contato com a leitura e a experiência de ter um livro nas mãos”, comentou.
Luciene também compartilhou sua paixão pelos materiais impressos e destacou a importância da leitura no desenvolvimento humano e educacional.
Ao longo do episódio, os diretores ressaltaram a importância de trabalhar representatividade desde a infância. Um dos pontos abordados foi o chamado “teste da boneca”, utilizado em estudos sobre percepção racial infantil.
A dinâmica mostra como muitas crianças negras ainda associam características positivas às figuras brancas e demonstram dificuldade em se reconhecer positivamente.
Segundo Camila, a coleção foi criada justamente para ajudar a mudar essa realidade.
“Quando a criança vê sua cultura valorizada dentro do livro, ela começa a se enxergar de outra forma”, explicou.
A entrevista também destacou a presença das culturas indígena e africana na formação da identidade brasileira, especialmente no Espírito Santo, que possui comunidades indígenas e quilombolas importantes.
Além da coleção “Celebrando a Diversidade Étnico-Racial”, a Editora Formar também desenvolve materiais voltados à educação financeira, saúde emocional dos professores e projetos pedagógicos sobre qualidade de vida e alimentação saudável.
Os convidados revelaram ainda que o próximo passo da parceria internacional será receber representantes do Ministério da Educação de Angola no Brasil para conhecer de perto os projetos desenvolvidos pela editora.
A visita deve incluir passagens por Brasília, Bahia e Espírito Santo.
Ao final do episódio, Luciene Costa agradeceu a participação dos convidados e destacou a importância de ampliar debates sobre educação e inclusão social.
“É emocionante ver um projeto capixaba chegando tão longe e levando conhecimento, cultura e representatividade para outras partes do mundo”, afirmou a jornalista.
Durante o podcast Conversa Eklética, os convidados Marcelo Carvalho e Camila Carvalho citaram um vídeo emocionante conhecido como “Teste da Boneca”, utilizado em estudos sobre percepção racial infantil. Na experiência, crianças são convidadas a escolher entre bonecas de diferentes cores de pele e responder perguntas sobre beleza, carinho, medo e identificação.
O resultado do teste revela como muitos preconceitos ainda são absorvidos pelas crianças desde cedo, influenciando a forma como enxergam a si mesmas e aos outros. Em muitos casos, crianças negras apontam a boneca branca como a mais bonita e demonstram dificuldade em reconhecer a própria beleza e identidade.
A reflexão apresentada no podcast reforça a importância da educação, da representatividade e do diálogo dentro das escolas e das famílias. Valorizar diferentes culturas, tons de pele, cabelos e histórias é fundamental para formar crianças mais seguras, respeitosas e conscientes da diversidade.
Mais do que falar sobre diferenças, o vídeo mostra a necessidade de ensinar, desde a infância, que toda criança merece crescer sentindo orgulho de quem é.
Link do Podcast – https://www.youtube.com/watch?v=3ztoMHQX1EU
Não esqueça: Te convido a Curtir e se inscreve no canal e compartilhe.
Siga a Revista Ekletica nas redes sociais.
https://www.youtube.com/@revistaekletica8111
No canal do Youtube- @revistaekletica8111
Instagram – @revistaekletica – @podcaste_ekletica e @lucienecosta_57