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Diabetes e coração: alerta de risco cardiovascular

Dia Nacional do Diabetes: alerta vai além do açúcar e acende sinal vermelho para o coração

Doença aumenta em até quatro vezes o risco de infarto e AVC, alerta cardiologista da Rede Meridional

No próximo dia 26 de junho, o Brasil celebra o Dia Nacional do Diabetes, uma data dedicada à conscientização sobre uma das doenças crônicas que mais crescem no país. Mais do que afetar os níveis de glicose no sangue, o diabetes representa uma ameaça silenciosa à saúde cardiovascular, sendo um dos principais fatores de risco para infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC).

De acordo com o cardiologista da Rede Meridional, André Brandão, a relação entre o diabetes e as doenças do coração é direta e preocupante. Segundo ele, o excesso de glicose na corrente sanguínea provoca, ao longo do tempo, um processo inflamatório capaz de danificar as paredes das artérias, favorecendo o acúmulo de placas de gordura e comprometendo a circulação sanguínea.

“O paciente com diabetes tem de duas a quatro vezes mais chances de sofrer um infarto ou um AVC em comparação com a população em geral. Como a doença pode permanecer silenciosa por muitos anos, o diagnóstico precoce e o acompanhamento contínuo são fundamentais para prevenir complicações graves”, explica o especialista.

Entre os sinais de alerta que merecem atenção estão sede excessiva, aumento da frequência urinária, principalmente durante a noite, fome constante, perda de peso sem causa aparente, visão embaçada e dificuldade na cicatrização de ferimentos.

“Quando esses sintomas aparecem, é importante procurar atendimento médico. O corpo costuma dar sinais de que algo não está funcionando corretamente”, destaca Brandão.

Mesmo na ausência de sintomas, pessoas com mais de 45 anos, histórico familiar da doença, excesso de peso, hipertensão arterial ou colesterol elevado devem realizar exames periódicos para rastreamento da condição.

As estatísticas reforçam a necessidade de atenção. Estima-se que cerca de metade dos brasileiros com diabetes desconheça o diagnóstico. Além disso, as complicações cardiovasculares seguem como a principal causa de morte entre os pacientes com a doença.

O diabetes tipo 2, responsável por aproximadamente 90% dos casos, está diretamente associado ao estilo de vida e pode ser prevenido ou controlado por meio da adoção de hábitos saudáveis. Entre as recomendações estão uma alimentação equilibrada, com menor consumo de alimentos ultraprocessados e açúcares, a prática de pelo menos 150 minutos semanais de atividade física moderada e o controle do peso corporal.

O cardiologista ressalta ainda a importância dos exames de rotina, como glicemia de jejum e hemoglobina glicada, para monitorar os níveis de açúcar no sangue e identificar precocemente possíveis alterações.

“Tratar o diabetes não significa apenas controlar a glicose. É uma forma de proteger o coração, os rins, os olhos e garantir mais qualidade de vida e longevidade por meio de um cuidado diário e multidisciplinar”, conclui André Brandão.

Com o número de casos em crescimento no Brasil, especialistas reforçam que informação, prevenção e acompanhamento médico regular são aliados indispensáveis para reduzir os impactos do diabetes e evitar complicações que podem comprometer seriamente a saúde cardiovascular.

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