Sambista se apresenta em 15 de agosto, no Parque da Prainha, em Vila Velha, como atração principal do sábado do Movimento Cidade 2026
O samba vai ganhar um dos seus maiores representantes no Espírito Santo. Zeca Pagodinho desembarca em Vila Velha no dia 15 de agosto, sábado, para um show inédito no Estado durante a 8ª edição do Movimento Cidade, festival de artes integradas que será realizado no Parque da Prainha.
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A apresentação faz parte da turnê que celebra os 40 anos de carreira do sambista, uma trajetória marcada por sucessos que atravessaram gerações e ajudaram a consolidar o samba como uma das principais expressões da música brasileira.
A comemoração teve início com a gravação de um DVD ao vivo no Engenhão, no Rio de Janeiro, realizada no dia 4 de fevereiro, aniversário do artista. O projeto reuniu nomes como Alcione, Seu Jorge, Jorge Aragão, Xande de Pilares, Diogo Nogueira, Djonga e Marcelo D2.
Desde então, Zeca tem levado o espetáculo para diferentes capitais brasileiras, passando por cidades como São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Recife, Fortaleza e Natal. Agora, o Espírito Santo entra na rota das celebrações.
No palco, o público capixaba poderá acompanhar um repertório que percorre diferentes fases da carreira do artista. Entre as músicas que integram o espetáculo estão “Camarão Que Dorme a Onda Leva”, “Verdade”, “Faixa Amarela”, “Vai Vadiar”, “Judia de Mim”, “Maneiras”, “Coração em Desalinho”, “Seu Balancê”, “Mutirão do Amor”, “Ogum”, “Lama nas Ruas” e “Deixa a Vida Me Levar”.
O show combina a tradicional atmosfera descontraída das rodas de samba com uma estrutura visual elaborada. As projeções são assinadas por Batman Zavarese e o cenário leva a assinatura de Zé Carratu.
A história de Zeca Pagodinho começou nas rodas de samba do subúrbio do Rio de Janeiro, com uma passagem marcante pelo Cacique de Ramos. A projeção nacional veio nos anos 1980, quando foi apresentado por Beth Carvalho ao grande público.
Ao longo de quatro décadas, o sambista construiu uma carreira com 25 álbuns, mais de 12 milhões de cópias vendidas e quatro Grammys Latinos, tornando-se um dos principais nomes do samba brasileiro.
A influência de Zeca ultrapassou as fronteiras brasileiras. Nos últimos anos, o cantor realizou apresentações nos Estados Unidos, Europa e Ásia. Entre os momentos recentes de sua carreira está a participação no Dia Nacional do Brasil na Expo de Osaka, no Japão.
O artista também lançou o single “Fé e Esperança”, composição de Zé Roberto e Adilson Bispo, gravada com a participação de seu neto, Noah. O encontro entre as duas gerações reforça a capacidade de Zeca de manter o samba conectado ao presente sem perder suas raízes.
Zeca Pagodinho foi o primeiro artista anunciado para o Movimento Cidade 2026, ainda em dezembro. A programação reúne mais de 15 atrações e cerca de 20 horas de música distribuídas em três dias.
A sexta-feira, 14 de agosto, terá entrada gratuita mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível. A programação inclui Gaby Amarantos, Ajulliacosta, vencedora do Best New International Act no BET Awards 2025, Ury Vieira e Roberta de Razão.
No sábado, dia 15, além de Zeca Pagodinho, o público poderá conferir Emicida, com a Racional MCMV Tour, além de Urias, Fabriccio, O Kannalha e o projeto Budah Convida, que reúne a artista capixaba com Duquesa, MC Luanna e Lourena.
O festival termina no domingo, dia 16, com Maré Tardia, encontro entre Rachel Reis e Marina Sena, além de apresentações de Marcelo D2 e João Gomes.
Criado em 2018, o Movimento Cidade se consolidou a partir da união entre música, audiovisual, artes urbanas e ações formativas. Em 2025, o evento reuniu cerca de 100 mil pessoas, com nomes como Pabllo Vittar, Marina Sena e Caetano Veloso.
Para a edição deste ano, o festival adota o conceito “Cidade são pessoas”, reforçando a proposta de reunir diferentes públicos, linguagens e manifestações culturais.
E é justamente nesse encontro de gerações e estilos que Zeca Pagodinho se encaixa. Aos 67 anos, o sambista chega ao Espírito Santo para mostrar que o samba continua dialogando com novas sonoridades e públicos — mantendo vivas músicas que já fazem parte da memória afetiva de várias gerações.