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Seis em cada dez motociclistas já sofreram acidentes de trânsito neste ano 

Seis em cada dez motociclistas brasileiros já sofreram algum sinistro de trânsito. O dado faz parte de uma pesquisa realizada pelo Instituto Qualisa de Gestão (IQG), Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), com 23.240 usuários de motocicletas nos 27 estados do país, divulgada em outubro de 2026.
O dado revela o que é noticiado e visto no dia a dia e as consequências desses acidentes, que podem provocar fraturas, lesões complexas, limitações de movimento e afastamento do trabalho, além do aumento do fluxo de acidentados em hospitais.
No Espírito Santo, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o Estado registrou 5.259 internações de motociclistas em 2025, contra 5.080 no ano anterior. No mesmo período, as internações por acidentes de transporte terrestre, considerando todas as categorias de vítimas, passaram de 7.407 para 8.304, uma alta de 12,1%.
Para o ortopedista especialista em cirurgia do pé e tornozelo, Marcelo Tannus Vianna, do Instituto Santa Mônica de Ortopedia e Traumatologia – (ISMOT), o impacto desses acidentes vai além do atendimento inicial. Dependendo da gravidade do trauma, o paciente pode precisar de cirurgia, imobilização e acompanhamento especializado, além de um processo prolongado de reabilitação para recuperar a mobilidade e a funcionalidade do membro atingido.
“Os acidentes de moto podem provocar lesões ortopédicas de diferentes gravidades, desde fraturas até traumas complexos, com risco de limitações permanentes. A recuperação depende de fatores como o tipo de lesão e a rapidez e adequação do tratamento. Por isso, além da prevenção, é fundamental que o paciente receba avaliação médica e siga corretamente as orientações durante a reabilitação”, destaca o médico.
A prevenção continua sendo essencial para reduzir esses casos. Respeitar os limites de velocidade, utilizar capacete e equipamentos de proteção adequados, manter distância segura dos demais veículos e evitar comportamentos de risco são medidas importantes para diminuir a probabilidade de acidentes.

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