Levantamento contratado pela TV Gazeta mostra Ferraço com 35% das intenções de voto, seguido por Lorenzo Pazolini, com 28%; pesquisa também avaliou cenários de segundo turno e disputa pelo Senado
A corrida pelo Governo do Espírito Santo começa a ganhar contornos mais definidos com a divulgação dos primeiros números do Instituto Quaest para as eleições de 2026. Contratada pela TV Gazeta, a pesquisa mostra o candidato Ricardo Ferraço (MDB) na liderança da disputa, com 35% das intenções de voto no cenário estimulado.
Na sequência aparece o prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), com 28%. O deputado estadual Hélder Salomão (PT) registra 10% das intenções de voto.
Completam a lista Breno Barcelos (Missão), com 2%, e Rafael de Melo, da Unidade Popular, com 1%. Considerando a margem de erro, Breno Barcelos e Rafael de Melo estão tecnicamente empatados.
A pesquisa ouviu 804 eleitores entre os dias 23 e 26 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
Cenário estimulado
Confira os números:
- Ricardo Ferraço (MDB): 35%
- Lorenzo Pazolini (Republicanos): 28%
- Hélder Salomão (PT): 10%
- Breno Barcelos (Missão): 2%
- Rafael de Melo (Unidade Popular): 1%
- Indecisos: 15%
- Branco, nulo ou não pretende votar: 9%
Pela margem de erro, Ricardo Ferraço pode variar entre 32% e 38%, enquanto Pazolini aparece entre 25% e 31%. Hélder Salomão fica entre 7% e 13%.
Ferraço vence em eventual segundo turno
O Instituto Quaest também testou três possíveis confrontos de segundo turno.
No primeiro cenário, entre Ricardo Ferraço e Lorenzo Pazolini, Ferraço aparece com 45% das intenções de voto, contra 35% de Pazolini.
- Ricardo Ferraço: 45%
- Lorenzo Pazolini: 35%
- Indecisos: 10%
- Branco, nulo ou não votaria: 10%
Em uma eventual disputa entre Ferraço e Hélder Salomão, a vantagem do candidato do MDB aumenta. Ferraço chega a 55%, enquanto Salomão registra 17%.
- Ricardo Ferraço: 55%
- Hélder Salomão: 17%
- Indecisos: 13%
- Branco, nulo ou não votaria: 15%
Já no confronto entre Pazolini e Hélder Salomão, o candidato do Republicanos aparece com 53%, contra 19% do petista.
- Lorenzo Pazolini: 53%
- Hélder Salomão: 19%
- Indecisos: 13%
- Branco, nulo ou não votaria: 15%
Avaliação do governo estadual
A pesquisa também mediu a percepção dos eleitores sobre o governo estadual e a administração de Ricardo Ferraço.
Para 40% dos entrevistados, a avaliação do governo é positiva. Outros 35% consideram a gestão regular, enquanto 5% avaliam negativamente. Um total de 20% não soube ou não quis responder.
Na avaliação de aprovação, 56% disseram aprovar a gestão, enquanto 13% afirmaram desaprovar. Outros 31% não souberam ou não quiseram responder.
Casagrande lidera disputa pelas duas vagas ao Senado
O levantamento também avaliou a corrida para o Senado. Em 2026, os eleitores capixabas escolherão dois senadores, com mandato de oito anos.
Na combinação dos dois votos, o ex-governador Renato Casagrande (PSB) aparece na liderança, com 28% das intenções de voto.
O segundo lugar é ocupado por Sérgio Meneghelli (PSD), com 10%. Fabiano Contarato (PT) e Rose de Freitas (MDB) aparecem com 9% cada.
Confira os números:
- Renato Casagrande (PSB): 28%
- Sérgio Meneghelli (PSD): 10%
- Fabiano Contarato (PT): 9%
- Rose de Freitas (MDB): 9%
- Magno Malta (PL): 6%
- Evair de Melo (Republicanos): 5%
- Marcos do Val (Avante): 4%
- Rodney Miranda (PRTB): 2%
- Professor Fabiano (PSOL): 2%
- Leonardo Monjardim (Novo): 1%
- Calegari (Democracia Cristã): 1%
- Indecisos: 15%
- Brancos, nulos ou não vão votar: 8%
De acordo com os números apresentados, Evair de Melo, Magno Malta, Fabiano Contarato, Rose de Freitas e Sérgio Meneghelli aparecem dentro da margem de erro, configurando empate técnico entre eles. Também há empate dentro da margem de erro entre candidatos que registraram percentuais menores.
A pesquisa Quaest foi registrada na Justiça Eleitoral sob os protocolos ES-04444/2026 e BR-06255/2026.
Foram entrevistadas 804 pessoas entre 23 e 26 de agosto. O levantamento tem nível de confiança de 95% e margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos.
Os números representam o retrato do momento em que as entrevistas foram realizadas.