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Leite: benefícios e cuidados no consumo

Leite faz bem para todos? Especialista explica benefícios e contraindicações do alimento

Celebrado em 1º de junho, o Dia Internacional do Leite reforça a importância nutricional de um dos alimentos mais consumidos no mundo. Rico em cálcio, proteínas, vitaminas e minerais, o leite continua sendo um aliado importante para a saúde óssea, muscular e metabólica em diferentes fases da vida. No entanto, especialistas alertam que o consumo deve ser individualizado, respeitando as necessidades e limitações de cada organismo.

Segundo a endocrinologista Gisele Lorenzoni, o leite possui nutrientes fundamentais para o bom funcionamento do corpo e pode contribuir significativamente para a prevenção de doenças relacionadas aos ossos e à musculatura.

“O leite é uma fonte relevante de cálcio e proteína de alto valor biológico, nutrientes fundamentais para manutenção da massa óssea e muscular. Em muitos casos, ele pode contribuir inclusive para prevenção de osteopenia e osteoporose”, explica a médica.

A especialista destaca que o alimento desempenha papel essencial principalmente na infância e adolescência, fases importantes para a formação óssea. Porém, os benefícios também se estendem à vida adulta e ao envelhecimento.

“Ao longo do envelhecimento, há uma perda natural de massa muscular e densidade óssea. O leite e seus derivados podem auxiliar nesse processo, especialmente quando associados à prática de atividade física e bons hábitos de vida”, ressalta Gisele.

Apesar dos benefícios, a endocrinologista alerta que nem todas as pessoas toleram o leite da mesma forma. Casos de intolerância à lactose e alergia à proteína do leite exigem acompanhamento médico e adequações alimentares específicas.

“É importante diferenciar intolerância de alergia. Muitas vezes, o paciente retira o leite sem necessidade, o que pode gerar deficiência nutricional se essa substituição não for feita corretamente”, afirma.

Outro ponto destacado pela médica é o crescimento do consumo de bebidas vegetais, utilizadas por muitas pessoas como substitutas do leite tradicional. Segundo ela, embora algumas opções possam ser adequadas em situações específicas, elas não apresentam exatamente o mesmo valor nutricional.

“Nem toda bebida vegetal substitui o leite do ponto de vista nutricional. Algumas têm baixo teor proteico e precisam de suplementação ou ajustes na alimentação”, explica.

Para pacientes intolerantes à lactose, as versões sem lactose surgem como alternativas seguras e eficazes, permitindo manter os benefícios nutricionais sem provocar desconfortos gastrointestinais.

“Hoje existem muitas opções que permitem adaptar a dieta sem excluir totalmente o leite, e isso deve sempre ser avaliado individualmente”, pontua a endocrinologista.

Gisele Lorenzoni reforça ainda que o mais importante é evitar extremismos e buscar orientação profissional antes de restringir grupos alimentares.

“A alimentação precisa ser equilibrada, sustentável e personalizada. O leite pode fazer parte de uma rotina saudável, desde que respeitando as necessidades e características de cada pessoa”, finaliza.

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