Durante as férias escolares, crianças e adolescentes aproveitam o período para brincar, explorar novos ambientes e passar mais tempo em atividades ao ar livre. Mas, junto com a diversão, também é preciso redobrar os cuidados com a higiene das mãos e dos alimentos, medidas fundamentais para prevenir infecções e problemas gastrointestinais.
Em Vitória, um projeto social vem ensinando crianças e adolescentes, de forma prática, a importância de cuidar da terra, cultivar alimentos e manter uma alimentação segura. No espaço localizado em Nova Palestina, a horta comunitária se transformou em um ambiente de aprendizado e convivência durante o período de férias.
Antes de levar frutas, legumes e verduras para casa, os participantes aprendem como realizar a higienização adequada dos alimentos. Aos 15 anos, Leonardo já conhece as etapas necessárias para garantir que os produtos estejam seguros para o consumo.
A iniciativa, criada a partir da atuação comunitária da Jupíara, reúne atualmente mais de 40 crianças e adolescentes. A proposta vai além do cultivo: os participantes acompanham todo o processo, desde o preparo e cuidado com a terra até a colheita e a higienização dos alimentos que serão consumidos pelas famílias.
A experiência reforça que educação alimentar e higiene precisam caminhar juntas. Durante as férias, quando as crianças permanecem mais tempo fora de casa e têm maior contato com diferentes superfícies, os cuidados devem ser ainda maiores.
Especialistas alertam que as infecções alimentares podem estar relacionadas tanto à contaminação dos alimentos quanto aos hábitos cotidianos. Como as crianças costumam levar as mãos à boca com frequência, a higienização correta das mãos é considerada uma das principais formas de prevenção.
No Espírito Santo, mais de 45 mil casos de diarreia aguda em crianças de até 10 anos foram registrados somente neste ano, segundo os dados apresentados na reportagem. A diarreia está entre os principais sintomas associados às infecções gastrointestinais.
A atenção deve ser redobrada com as crianças menores, que são mais vulneráveis à desidratação. Em caso de sintomas persistentes ou sinais de agravamento, a orientação é procurar atendimento de um profissional de saúde para avaliação e tratamento adequado.
Ao ensinar as crianças a plantar, colher e higienizar os próprios alimentos, o projeto social contribui para a formação de hábitos que podem ser levados para toda a vida. A iniciativa mostra que o cuidado com a saúde também pode começar de maneira simples, dentro da própria comunidade e, literalmente, com as mãos na terra.