Cidade Cultura

Colanella estreia com música e representatividade na Serra

Grupo Olhar de Sedução e DJ Pedrina comandam a estreia do Colanella, no sábado (30), na Casa Pier, em Carapebus, na Serra

Fazendo referência bem-humorada ao Coachella e inspirado no clima de liberdade e pertencimento do festival, o inédito Colanella estreia no sábado, dia 30 de maio, na Casa Pier, em Carapebus, na Serra, reunindo mulheres lésbicas, bissexuais e trans em uma proposta que mistura festa, representatividade, afeto, brasilidades e encontros que prometem render assunto muito além da pista. Na programação, DJ Pedrina e o Grupo Olhar de Sedução prometem agitar a pista de dança. Os ingressos estão disponíveis no Sympla.

Idealizado pelas sócias Lonita Buffon e Dani Cozendey, o evento nasceu de uma inquietação simples: por que outros estados já possuem comunidades femininas LGBTQIA+ organizando encontros, festas e experiências coletivas, enquanto o Espírito Santo ainda tem tão poucos espaços voltados especificamente para esse público?

“Eu percebi que em outros estados existem comunidades de mulheres lésbicas que promovem encontros e eventos, e aqui eu não encontrava isso. Então pensei: se ninguém fizer, eu vou fazer. O Colanella nasceu dessa necessidade de união e fortalecimento”, conta Lonita.

E se o nome já desperta curiosidade, a intenção é exatamente essa. O “Colanella” aposta em uma estética divertida e cheia de personalidade. A identidade visual traz uma boca soprando bola de chiclete, quase como um aviso de que a ideia ali é “grudar” pessoas, criar laços e aproximar histórias.

Na programação musical, muita brasilidade com a DJ Pedrina, além do Grupo Olhar de Sedução, formado por mulheres e com repertório de samba e pagode. O evento também terá espaço com petiscos típicos de estufa, bem à moda brasileira, além de bebidas. Mas, por trás da atmosfera de festa, existe também um propósito coletivo. Para Dani Cozendey, promover ambientes seguros e afetivos para mulheres lésbicas, bi e trans é também um ato de fortalecimento social.

“A gente precisa se fortalecer, criar laços de amizade, de amor, trocar experiências e mostrar para a sociedade que existimos e merecemos respeito como qualquer outra pessoa. O Colanella quer ser esse ponto de encontro”, afirma.

A expectativa é reunir entre 150 e 200 pessoas nesta primeira edição, mas os planos já ultrapassam a estreia. A proposta é transformar o Colanella em uma comunidade contínua, com futuras edições, trilhas, acampamentos, networking, bloco de carnaval e outras experiências de integração entre mulheres da comunidade.

Com clima de festival, identidade pop brasileira e discurso de pertencimento, o Colanella chega à cena capixaba como uma novidade que mistura entretenimento, conexão e representatividade — e já dá sinais de que não pretende parar na primeira edição.

Leia também