Na semana do Dia das Crianças, campanha da Aegea alcança cerca de 10 mil alunos da Serra, de Vila Velha e de Cariacica com jogos, oficinas, teatro e outros recursos educativos
Na semana do Dia das Crianças, cerca de 10 mil alunos de escolas municipais da Serra, de Vila Velha e de Cariacica estão aprendendo, de forma lúdica, como pequenas atitudes dentro de casa podem contribuir para o bom funcionamento da rede de esgoto e para a preservação ambiental. A iniciativa faz parte da campanha “Vilões do Esgoto”, desenvolvida pela Aegea que atua em parceria público-privada com a Cesan nos três municípios.
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Em atividades realizadas desde setembro, situações que fazem parte da rotina das equipes de saneamento ganham uma linguagem voltada ao público infantil. Materiais gráficos, jogos de tabuleiro, palestras, oficinas e teatro ajudam a explicar por que óleo de cozinha, lixo, medicamentos, fraldas, absorventes e outros resíduos não devem ser descartados na pia ou no vaso sanitário.
Para tornar essas orientações mais próximas do universo das crianças, a campanha criou personagens inspirados nos principais “vilões” encontrados no dia a dia da rede de esgoto. O Capitão Seboso representa o descarte irregular de óleo de cozinha na pia, que pode provocar obstruções nas tubulações. Já o Papeleiro Maluco alerta para materiais como papel, cabelo e fio dental jogados no vaso sanitário.
Outros hábitos também aparecem de forma lúdica na campanha. O Senhor Infiltrado chama a atenção para a ligação irregular entre a água da chuva e a rede de esgoto, prática que pode provocar sobrecarga operacional e extravasamentos, especialmente nos períodos chuvosos. O Doutor Veneno aborda o descarte inadequado de medicamentos, enquanto a Madame Bloqueio representa resíduos como fraldas, absorventes, algodão e lenços umedecidos lançados incorretamente na rede coletora.
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“Quando uma criança aprende porque o óleo não vai para a pia ou por que o lixo não vai para o vaso, ela leva esse cuidado para casa e conversa com a família. Os personagens ajudam a transformar um tema técnico em algo que ela entende, repete e ensina.”, afirma Anna Júlia Carvalho, coordenadora de Responsabilidade Social da Aegea no Espírito Santo.
A proposta é que o aprendizado não fique restrito à escola. Ao compreender de maneira simples o caminho correto dos resíduos e as consequências do descarte inadequado, as crianças também se tornam multiplicadoras dessas informações junto às famílias.