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Cafeicultura capixaba em foco na Agrintex ES 2026

Agrintex ES 2026 destaca inovação e sustentabilidade para impulsionar a cafeicultura capixaba

A cafeicultura do Espírito Santo esteve no centro dos debates da Agrintex ES 2026, realizada no Sesc de Cachoeiro de Itapemirim, reunindo produtores, pesquisadores, técnicos e representantes do setor agropecuário em torno de soluções voltadas à modernização do campo. A participação da Secretaria da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag) reforçou o compromisso com o fortalecimento da produção cafeeira capixaba por meio de tecnologia, eficiência e sustentabilidade.

Na programação desta sexta-feira (15), a Seag promoveu dois painéis na Arena 01, abordando temas considerados estratégicos para o futuro do café no Estado: a secagem a gás do café conilon e o uso da irrigação na produção do café arábica.

O primeiro debate, com o tema “Secagem a gás do café conilon: eficiência e qualidade”, trouxe reflexões sobre técnicas pós-colheita capazes de elevar o padrão do produto capixaba. Participaram do painel o extensionista do Incaper Wellington Marré, o cafeicultor Noel Carlos Antunes da Costa e o gerente de Planejamento de Expansão da ES Gás, Guilherme Cabral. A mediação foi conduzida pela coordenadora de Cafeicultura da Seag, Aline Silva.

Durante o encontro, especialistas destacaram que a utilização do gás no processo de secagem contribui para maior controle da temperatura, uniformidade dos grãos e redução de perdas, fatores que impactam diretamente na qualidade final do café conilon.

Já o segundo painel, “Irrigação como ferramenta para alta produtividade do Café Arábica”, discutiu alternativas para ampliar a produtividade e reduzir os impactos das mudanças climáticas sobre as lavouras. Participaram da discussão o extensionista do Incaper Wescley Henrique Silva Marion, o sócio-administrador da Expert Irrigação, Luan Peroni Venancio, e o cafeicultor Cristiano Ricarde.

Os participantes ressaltaram que a irrigação vem se consolidando como uma aliada indispensável para garantir estabilidade produtiva, melhor manejo hídrico e maior segurança ao produtor rural em períodos de estiagem e altas temperaturas.

Segundo Aline Silva, o avanço tecnológico no campo é fundamental para manter a competitividade da cafeicultura capixaba. “A adoção de tecnologias tanto na secagem quanto na irrigação representa mais qualidade, sustentabilidade e eficiência para a produção. O produtor precisa estar preparado para os desafios climáticos e para as exigências do mercado”, afirmou.

A Agrintex ES 2026 segue como uma das principais vitrines do agronegócio capixaba, promovendo troca de experiências, conhecimento técnico e integração entre instituições e produtores rurais.

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