Cidade Cultura Esporte Geral

Baixo Guandu recebe Campeonato Brasileiro e Copa do Mundo de Parapente em 2026

Rampa do Monjolo, conhecida como o “Maracanã do Voo Livre”, será palco de duas das principais competições internacionais da modalidade, reunindo mais de 250 pilotos em setembro e outubro

Baixo Guandu, no noroeste do Espírito Santo, será transformado em um dos principais destinos mundiais do voo livre nos meses de setembro e outubro. A Rampa do Monjolo, considerada uma das melhores do mundo para a prática do parapente, receberá duas das mais importantes competições do calendário da modalidade: o Campeonato Brasileiro de Parapente (CBP), de 5 a 12 de setembro, e a Copa do Mundo de Parapente (PWC – Paragliding World Cup), de 3 a 10 de outubro.

Conhecida entre os pilotos como o “Maracanã do Voo Livre”, a Rampa do Monjolo reúne condições naturais e técnicas que favorecem a realização de provas de alto nível. O município de Baixo Guandu também é reconhecido oficialmente como Capital Estadual do Voo Livre no Espírito Santo, por meio da Lei nº 10.838.

A expectativa é que as duas competições reúnam mais de 250 pilotos da elite nacional e internacional, movimentando não apenas o cenário esportivo, mas também os setores de turismo, hotelaria, gastronomia, comércio e serviços da região.

Além da dimensão esportiva, os eventos representam uma oportunidade de ampliar a visibilidade de Baixo Guandu e do Espírito Santo no cenário internacional. A presença de atletas, equipes técnicas, familiares e visitantes deve gerar uma movimentação significativa na economia local.

O voo livre envolve uma cadeia que inclui equipamentos de alta tecnologia, treinamento, transporte, hospedagem, alimentação e serviços especializados. A realização de competições internacionais também contribui para consolidar o município como destino turístico para praticantes de esportes de aventura.

Para os organizadores, a combinação entre as características naturais da região, infraestrutura e segurança é um dos principais fatores que tornam o local adequado para receber competições de grande porte.

“A região é abençoada com um clima favorável e relevos que permitem provas técnicas, longas e desafiadoras, mantendo margens rígidas de segurança para as tomadas de decisão dos pilotos. Além disso, o espaço aéreo atende a todos os padrões exigidos, sem comprometer a aviação comercial”, explicam Raney Freitas e Ricardo Aquino, representantes da organização.

Segundo eles, a parceria entre entidades esportivas, forças de segurança e órgãos públicos também contribui para transformar o voo livre em uma ferramenta de desenvolvimento socioeconômico regional.

Durante as competições, as provas serão realizadas diariamente, das 10h às 17h, de acordo com as condições meteorológicas e os critérios técnicos de segurança.

Em média, os pilotos deverão percorrer circuitos de aproximadamente 100 quilômetros, passando por pontos previamente determinados e monitorados por GPS. A disputa exige precisão, estratégia e capacidade de leitura das condições atmosféricas, com os atletas buscando conquistar posições ao longo do percurso.

Um dos grandes atrativos das provas será o cenário natural. Os voos poderão passar sobre os Pontões Capixabas, conjunto de formações rochosas que chega a aproximadamente 1.260 metros de altitude e está entre as paisagens mais marcantes do noroeste capixaba.

A logística também é apontada pelos organizadores como um diferencial. O acesso por rodovias e a proximidade com aeroportos, somados à estrutura turística e à hospitalidade capixaba, favorecem a chegada de pilotos e visitantes de diferentes regiões do Brasil e do exterior.

O Campeonato Brasileiro de Parapente 2026 terá uma premiação total prevista de R$ 50 mil, condicionada ao número máximo de 120 inscrições pagas. Caso o número de inscritos não seja alcançado, o valor será distribuído proporcionalmente entre os atletas pagantes.

Além da premiação geral, haverá ainda uma premiação diária destinada aos vencedores das provas, conhecidos no universo do voo livre como “matadores”.

Os prêmios serão destinados aos primeiros colocados nas categorias Pro, Aspirante, Feminina, Equipes e Sport. Na categoria Pro, que reúne todos os parapentes homologados, será definido o Campeão Brasileiro de Parapente 2026.

Para ter direito à premiação, o atleta deverá estar presente na cerimônia de encerramento, no horário e local estabelecidos pela organização.

Quem quiser acompanhar de perto os voos não precisará pagar ingresso. A programação será aberta ao público e terá, além do espetáculo proporcionado pelos parapentes no céu de Baixo Guandu, uma estrutura de entretenimento na Rampa do Monjolo.

O espaço contará com bares, alimentação, bebidas, banheiros, tendas e áreas sombreadas, além de apresentações musicais ao vivo durante os finais de semana.

A proposta é criar uma atmosfera de confraternização para receber moradores, turistas e visitantes durante os dias de competição.

“A área oferece excelente infraestrutura com alimentação, bebida, banheiros, tendas e áreas sombreadas, garantindo conforto para os competidores e o público em geral”, destacam os organizadores.

Desde 2014, a Associação de Voo Livre de Baixo Guandu (AVLBG) atua na estruturação, manutenção e desenvolvimento da Rampa do Monjolo.

Ao longo dos anos, a entidade realizou investimentos em acesso, segurança, área de decolagem e suporte aos pilotos, contribuindo para transformar o espaço em um dos principais pontos de voo livre do Brasil.

A AVLBG também participa da organização de campeonatos e eventos de grande porte, atraindo pilotos de diferentes estados brasileiros e de outros países.

A atuação da associação fortalece as modalidades de parapente e asa delta e, ao mesmo tempo, contribui para o crescimento do turismo esportivo e de aventura em Baixo Guandu.

Leia também