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Ales abre exposição histórica pelos 190 anos do Parlamento capixaba

homens andam em corredor de exposição
Exposição já está aberta ao público / Foto: Lucas S. Costa

A Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) abriu oficialmente, na noite desta segunda-feira (25), a exposição “190 Caminhos da Cidadania”, reunindo autoridades, representantes da cultura, pesquisadores, servidores e convidados em uma vernissage que marcou as comemorações pelos 190 anos do Parlamento capixaba. A mostra passou a receber visitação pública gratuita a partir desta terça-feira (26), no pilotis do Palácio Domingos Martins, em Vitória.

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Com uma área de aproximadamente 700 metros quadrados, a exposição apresentou documentos históricos inéditos, fotografias raras, obras de arte contemporânea, esculturas e mobiliários que ajudaram a reconstruir a trajetória política e social do Espírito Santo ao longo de quase dois séculos. Entre os destaques esteve a maior pintura a óleo do Estado, “Partida de Arariboia”, de Levino Fânzeres.

Durante a abertura oficial, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Santos (União), destacou que a iniciativa representou um resgate da memória institucional e da própria história capixaba. Segundo ele, preservar o passado também significou fortalecer o futuro democrático do Estado.

“Quem não tem história, não tem passado. E quem não tem passado, não preservará o futuro e nem trabalhará por ele. Estou muito feliz em viver esse momento e abrir as portas para que os capixabas conheçam a história do Parlamento, que é também a história do Espírito Santo”, afirmou.

Marcelo Santos ressaltou ainda que a exposição evidenciou o papel do Legislativo além da elaboração de leis. Para o presidente, a Assembleia teve participação decisiva na consolidação democrática do Estado, equilibrando forças políticas e garantindo representatividade popular.

“A democracia é construída diariamente, na divergência respeitosa, no diálogo e na garantia de direitos. Essa exposição mostra que a Assembleia também é guardiã da memória capixaba”, declarou.

O governador em exercício, Ricardo Ferraço (MDB), participou da abertura e acompanhou Marcelo Santos na primeira visita oficial ao espaço expositivo. Durante o evento, ele enfatizou a relevância histórica do Parlamento estadual para a manutenção da democracia no Espírito Santo.

“Essa exposição fortalece a presença do Parlamento e evidencia a importância do Legislativo na democracia capixaba. A Assembleia Legislativa foi, seguramente, uma das instituições que garantiram nossa democracia”, pontuou.

A exposição foi resultado de cerca de 18 meses de pesquisas desenvolvidas por meio de um convênio firmado entre a Assembleia Legislativa e a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Historiadores e pesquisadores mergulharam no acervo documental da Casa em busca de registros históricos, fotografias, atas, peças artísticas e documentos que permaneciam pouco conhecidos do público.

O secretário de Relações Institucionais da Ales, Giuliano Nader, destacou que o trabalho envolveu um amplo levantamento histórico e documental. Segundo ele, a iniciativa reforçou a aproximação entre o Parlamento e a população capixaba.

“Essa equipe de pesquisadores garimpou nossa memória com precisão e sensibilidade. Existe aqui um compromisso com a verdade histórica e com a valorização da memória institucional. A arte veio justamente para mostrar que a história do Legislativo merece ser vista, sentida e compartilhada com toda a sociedade”, afirmou.

Responsável pela curadoria da exposição, o designer gráfico Ronaldo Barbosa explicou que o maior desafio foi transformar um espaço tradicionalmente de circulação em uma verdadeira galeria de arte e memória.

“Essa história já estava dentro da Assembleia. O que fizemos foi organizar, preservar e apresentar esse patrimônio histórico por meio da estética, da arte e da narrativa visual”, destacou.

O cientista político João Gualberto, integrante da equipe de pesquisadores responsáveis pelo levantamento histórico, afirmou que a mostra aproximou o conhecimento acadêmico da população.

“Essa exposição representa um encontro entre ciência, memória e arte. É uma oportunidade de tornar acessível aos capixabas uma história que, muitas vezes, permanecia restrita aos círculos intelectuais”, comentou.

Para receber a exposição, a Assembleia promoveu adequações estruturais no pilotis do prédio, criando um novo espaço voltado à cultura e à preservação histórica. A mostra contou com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet) e patrocínio da Vale, Grupo Autoglass, ArcelorMittal, Banestes, Itaú e Bandes.

A exposição “190 Caminhos da Cidadania” permaneceu aberta ao público com entrada gratuita, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, na sede da Assembleia Legislativa, na Enseada do Suá, em Vitória.

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