Gabriel Bertin, de 14 anos, será um dos palestrantes do III Simpósio Amaes da Neurodiversidade, que acontece no dia 12 de setembro, no Vitória Grand Hall
Aos 14 anos, Gabriel Bertin, conhecido como Gabs, prepara-se para subir ao palco e compartilhar uma história que também representa os avanços na compreensão e na inclusão de pessoas autistas. Diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) aos 3 anos, o adolescente será um dos palestrantes do III Simpósio Amaes da Neurodiversidade, marcado para o dia 12 de setembro, em Vitória.
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Gabriel foi diagnosticado no Dia Mundial de Conscientização do Autismo, em uma fase em que ainda não conseguia formar frases compreensíveis. Ao longo dos anos, porém, desenvolveu novas habilidades e ampliou sua autonomia. Hoje, frequenta escola regular, tem amigos, pratica polo aquático e toca piano.
Filho da advogada Carla Bertin, criadora do Autismo Legal, projeto voltado à defesa e à disseminação de informações sobre os direitos das pessoas autistas, Gabriel levará ao simpósio uma perspectiva que vai além dos conceitos técnicos e científicos: a experiência de quem vive o autismo no cotidiano.
Durante sua participação, o adolescente falará sobre sua trajetória, desenvolvimento e experiências, reforçando a importância de enxergar a pessoa para além do diagnóstico.
Realizado pela Associação dos Amigos dos Autistas do Espírito Santo (Amaes) em parceria com o Instituto de Capacitação, Extensão e Gestão de Neurodiversidade (CEG), o simpósio chega à terceira edição reunindo profissionais e especialistas para discutir temas relacionados à neurodiversidade, ao desenvolvimento humano, à saúde e à inclusão.
Entre os palestrantes confirmados estão o neuropediatra Raphael Rangel, especialista em neurologia infantil e epilepsia; a psiquiatra Natasha Ganem, referência nacional em Mutismo Seletivo e Transtorno do Espectro Autista; a advogada Carla Bertin; a neuropsicopedagoga Cláudia Pelegrini, pesquisadora em funções executivas e neuroeducação; e o médico Bruno Jacobsen, especialista em desenvolvimento humano e TEA.
A proposta é aproximar conhecimento científico, experiências práticas e informação, contribuindo para ampliar o debate sobre os diferentes perfis de desenvolvimento e os caminhos para uma sociedade mais inclusiva.
Além da programação científica, o simpósio também tem uma finalidade social. Assim como nas edições anteriores, toda a renda arrecadada com o evento será destinada à manutenção dos projetos e atendimentos desenvolvidos pela Amaes.
A instituição atua no Espírito Santo desde 2001 e, somente em 2025, realizou 92.664 atendimentos, beneficiando diretamente 1.481 pessoas em seis municípios capixabas.
Dessa forma, além de promover conhecimento e conscientização sobre a neurodiversidade, o evento contribui diretamente para a continuidade dos serviços oferecidos pela associação a pessoas autistas e suas famílias.
As inscrições estão abertas e podem ser realizadas pelas redes sociais da Amaes e pela plataforma Sympla.