Feira Internacional do Mármore e Granito termina nesta quinta-feira (27), em Cachoeiro de Itapemirim, com negócios fechados, novas parcerias e estratégia para reduzir dependência do mercado norte-americano
A Cachoeiro Stone Fair, Feira Internacional do Mármore e Granito, termina nesta quinta-feira (27), em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, com um balanço positivo para o setor de rochas ornamentais. Ao longo dos três dias de programação, cerca de 15 mil visitantes de todos os estados brasileiros e de 30 países passaram pelo evento.
Além de apresentar novidades, tecnologias e tendências do segmento, a feira se consolidou como um importante espaço para a realização de negócios e abertura de novos mercados. Expositores registraram contatos comerciais com compradores de diferentes países, incluindo mercados que ainda têm participação considerada pequena nas exportações brasileiras de rochas.
Um dos exemplos foi a negociação de Leandro com um grupo empresarial do Egito. Para representantes do setor, a aproximação com novos mercados ganhou ainda mais importância diante das recentes mudanças nas tarifas de importação dos Estados Unidos.
A estratégia é diversificar os destinos das exportações e reduzir os impactos provocados pelas barreiras comerciais.
“Essa nova política nos faz buscar novos mercados e alternativas para minimizar o impacto das perdas que foram causadas”, destacou um representante do setor.
A movimentação em Cachoeiro ocorre em um momento de novos desafios para a indústria brasileira de rochas ornamentais. O setor vinha apresentando recuperação depois da expectativa de redução das tarifas norte-americanas, mas voltou a enfrentar dificuldades com a adoção de novas alíquotas.
Desde julho, as tarifas chegam a 37,5%. Embora o percentual seja inferior ao inicialmente anunciado, a medida ainda representa um obstáculo para a competitividade das empresas brasileiras no principal mercado consumidor do setor.
Segundo dados apresentados durante a feira, aproximadamente 70% das exportações brasileiras de rochas ornamentais têm os Estados Unidos como destino.
Diante desse cenário, empresários e entidades do setor defendem a ampliação da presença brasileira em outros mercados, especialmente no Oriente Médio, na Europa e na América Latina.
A diversificação já começa a apresentar resultados para algumas empresas. Rafael, responsável por uma empresa de Barra de São Francisco, no Noroeste do Espírito Santo, contou que a companhia vem trabalhando há mais de um ano para ampliar sua carteira internacional.
Segundo ele, a empresa já conseguiu conquistar clientes em mais de 15 novos países. Durante a Cachoeiro Stone Fair, novos negócios também foram concretizados.
“Conseguimos adquirir mais de 15 países com clientes diversificados. Alguns deles foram fechados ontem. Atingimos a Inglaterra, que era um país que ainda não tínhamos alcançado”, relatou.
A presença de compradores estrangeiros na feira reforçou a importância da internacionalização para o segmento capixaba e brasileiro.
O evento também conta com um espaço dedicado às negociações internacionais, com atendimento em diferentes idiomas e aproximação entre empresários, compradores e representantes comerciais.
Ao longo dos três dias, compradores de mercados considerados estratégicos e alternativos circularam pelo evento. Entre os países representados estão Emirados Árabes Unidos, Polônia e México, além de nações de diferentes regiões.
Para o setor, esses mercados apresentam potencial para ampliar a comercialização de pedras naturais brasileiras e criar novas oportunidades para as empresas.
A expectativa é que os contatos iniciados durante a feira se transformem em novos contratos e parcerias comerciais nos próximos meses.
Com o encerramento da Cachoeiro Stone Fair nesta quinta-feira (27), termina a programação presencial do evento, mas a busca por novos negócios está longe de acabar.
Para empresários e entidades do setor, o momento exige planejamento, inovação e, principalmente, diversificação dos destinos das exportações. A estratégia é ampliar a presença das rochas brasileiras em diferentes países e diminuir a dependência do mercado norte-americano.