Cultura

Paulo Bonino inaugura exposição no Centro Interpretativo da Aldeia de Reis Magos

Aos 98 anos, fotógrafo capixaba apresenta “Lampejos Sedutores”, mostra que reúne imagens de diferentes fases de sua trajetória

Reconhecido nacional e internacionalmente, o fotógrafo capixaba Paulo Bonino apresenta, no próximo dia 25, a exposição “Lampejos Sedutores”, no Centro Interpretativo Aldeia de Reis Magos, em Nova Almeida, na Serra. A solenidade de abertura será às 15 horas. Com 50 obras que percorrem três fases de sua carreira, a mostra reúne parte da trajetória de um profissional que, ao longo de décadas, registrou através de suas lentes as transformações do Espírito Santo.

Aos 98 anos, Paulo Bonino, é natural de Santa Teresa, e um dos mais experientes fotógrafos em atividade no Estado. Sua trajetória é marcada por diferentes vertentes, entre elas a fotografia aérea, a fotografia científica e a produção artística. Duas dessas fases, a aérea e a científica, serão apresentadas na exposição por meio de um curta-metragem.

Na fotografia aérea, Bonino registrou, a bordo de aviões, diferentes paisagens e transformações da antiga Grande Vitória, incluindo locais marcantes como o campus da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Na fase científica, trabalhou com o cientista capixaba Augusto Ruschi, produzindo registros de beija-flores que contribuíram para consolidar sua trajetória e reconhecimento internacional.

Bonino ganhou projeção internacional como o “fotógrafo dos beija-flores”. Em 1984, suas imagens foram publicadas na capa de uma reportagem da revista National Geographic, intitulada “Beija-flores – Uma lição de equilíbrio”, fato que contribuiu para consolidar seu reconhecimento fora do Brasil.

O auge de sua trajetória profissional ocorreu entre as décadas de 1960 e 2000, período em que acompanhou, por meio da fotografia, o crescimento da Grande Vitória, as transformações urbanas, o desenvolvimento industrial e institucional do Estado e diferentes aspectos da vida social dos capixabas.

Para Érika Kunkel Varejão, presidente do Instituto Modus Vivendi, responsável pela gestão do Centro Interpretativo, receber a exposição é motivo orgulho. “É uma honra receber em Reis Magos a obra de Paulo Bonino, cuja trajetória se relaciona com a própria história do Espírito Santo. Suas imagens preservam memórias e valorizam a identidade capixaba”, destaca Érika.

Centro Interpretativo da Aldeia de Reis Magos

Inaugurado em 2024, o Centro Interpretativo Aldeia de Reis Magos foi viabilizado e revitalizado pelo Instituto Modus Vivendi, pela Lei Rouanet, com recursos do BNDES, EDP e Vale. Atualmente ele é gerido pelo IMV, por meio de acordo e apoio da Prefeitura Municipal da Serra.

O monumento ocupa a antiga residência jesuítica do complexo histórico de Nova Almeida, na Serra. Construído entre os séculos XVI e XVII e tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), passou por um processo de restauração e foi transformado em equipamento cultural e turístico.

Com recursos interativos e exposições, o Centro apresenta ao público aspectos da história da presença jesuítica, dos povos indígenas e da formação da região, além de receber exposições temporárias e valorizar a produção cultural capixaba.

Sobre Paulo Bonino

Paulo Bonino de Freitas Pacheco, nascido em Santa Teresa (ES), em 1928, é um dos mais importantes fotógrafos da história do Espírito Santo. Com mais de seis décadas de carreira, tornou-se conhecido como o “Fotógrafo dos Beija-Flores”, tema que registrou em diferentes partes do mundo.

Também documentou, por meio de fotografias aéreas, as transformações urbanas de Vitória, Vila Velha e Guarapari, deixando um importante registro da memória capixaba.

Ao longo da carreira, participou de mais de 100 exposições e recebeu mais de 40 premiações nacionais e internacionais. Seu acervo é considerado um importante registro fotográfico da história política, econômica, social e paisagística do Espírito Santo.

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