O Espírito Santo encerrou o mês de maio com o melhor desempenho entre os estados acompanhados pelo Banco Central no avanço da atividade econômica. O Estado registrou crescimento de 4,4% na comparação com abril, resultado que reforça a trajetória positiva da economia capixaba no cenário nacional.
Os dados são do Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR), considerado um importante termômetro da economia e utilizado como uma espécie de prévia do Produto Interno Bruto (PIB).
No acumulado de 12 meses, o Espírito Santo também aparece entre os destaques. A economia capixaba avançou 3,9% no período, alcançando o segundo melhor resultado entre as 14 unidades da Federação monitoradas pelo Banco Central.
O desempenho do Estado contribuiu para o resultado positivo da Região Sudeste, que apresentou expansão de 1,6% no acumulado de 12 meses, acima do crescimento registrado pela economia brasileira, de 1,4%.
Na análise mensal, nenhum dos demais estados acompanhados pelo Banco Central alcançou o ritmo de crescimento capixaba. Goiás teve alta de 1,1%, seguido por Ceará, com 1%; Paraná, 0,9%; Santa Catarina, 0,8%; Minas Gerais e Pernambuco, ambos com 0,5%. Amazonas e Pará registraram crescimento de 0,1%.
Para o governador Ricardo Ferraço (MDB), os números refletem um processo de construção econômica baseado em planejamento, estabilidade e fortalecimento de diferentes setores produtivos.
“Os dados consolidados pelo Banco Central, mostrando o Espírito Santo entre os líderes de crescimento do Brasil, comprovam que somos o Brasil que dá certo, que estamos no rumo e no ritmo certos. Eles demonstram o quanto estamos avançando na agricultura, no comércio, na indústria, na confiança e na capacidade empreendedora dos capixabas”, afirmou o governador.
Ricardo Ferraço também destacou a transformação pela qual passou a economia estadual nos últimos anos, especialmente com a ampliação da diversificação das atividades produtivas. Segundo ele, o Espírito Santo vem reduzindo gradualmente sua dependência da indústria de petróleo e gás.
“A arrecadação derivada do petróleo e do gás já chegou a representar 20% da nossa economia. Hoje, representa cerca de 5%. O Espírito Santo encontrou seu caminho a partir da diversificação, reduzindo a dependência desse setor e fortalecendo novas vocações econômicas. Agora é continuar trabalhando com visão de futuro, planejamento e austeridade. É assim que vamos seguir gerando emprego, oportunidades e desenvolvimento para o nosso povo”, disse.
O governador assumiu o comando do Executivo estadual em abril, após ter ocupado anteriormente a função de vice-governador e também de secretário de Desenvolvimento. A experiência na área econômica, segundo o Governo do Estado, esteve ligada a iniciativas voltadas ao fortalecimento do ambiente de negócios e à atração de investimentos.
Antes de assumir o Governo, Ricardo Ferraço também participou das articulações e medidas adotadas pelo Estado diante dos impactos provocados pelo chamado “tarifaço” dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros exportados ao mercado norte-americano.