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Projeto Sentinela amplia videomonitoramento no ES

Projeto Sentinela vai integrar câmeras privadas ao sistema estadual para ampliar videomonitoramento no Espírito Santo

Nova iniciativa aposta na segurança colaborativa para fortalecer a prevenção de crimes, localização de foragidos e resposta rápida das forças de segurança

O Governo do Espírito Santo deu mais um passo na modernização da segurança pública com o lançamento do Projeto Sentinela, iniciativa que permitirá a integração voluntária de câmeras de videomonitoramento de condomínios, empresas, hospitais, centros comerciais e outras instituições privadas ao sistema estadual de monitoramento.

A proposta amplia o conceito de segurança colaborativa, aproveitando estruturas já existentes para reforçar a prevenção da criminalidade e agilizar a atuação das forças policiais, sem que haja necessidade de novos investimentos por parte dos participantes.

A nova estratégia é resultado da experiência adquirida pelo Estado após um ano de funcionamento do Núcleo de Intervenções Rápidas (NIR), criado para reunir, em um único ambiente, informações provenientes das diversas tecnologias utilizadas na segurança pública, como câmeras inteligentes, drones, totens de monitoramento, reconhecimento facial, leitura automática de placas e câmeras corporais.

Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), somente com o uso da tecnologia de reconhecimento facial, o sistema já contribuiu para aproximadamente 800 prisões de pessoas com mandados de prisão em aberto, localizadas em terminais, ônibus e outros espaços públicos.

O Projeto Sentinela não pretende substituir os sistemas de segurança já existentes em empresas ou condomínios. Pelo contrário, a proposta é integrar equipamentos compatíveis à plataforma tecnológica do Estado, criando uma rede de monitoramento compartilhado.

Na prática, câmeras voltadas para áreas públicas poderão fornecer imagens e alertas que auxiliem as forças de segurança na prevenção e investigação de crimes.

A adesão ao programa é voluntária e depende de critérios técnicos. Nem todo equipamento poderá ser integrado. As câmeras e os sistemas deverão atender aos requisitos tecnológicos estabelecidos pela Sesp para garantir compatibilidade, qualidade das imagens e segurança das informações.

A Secretaria destaca que todo o projeto foi desenvolvido em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Somente imagens captadas em áreas públicas poderão ser compartilhadas. Câmeras instaladas em ambientes internos de condomínios, empresas ou estabelecimentos privados não serão acessadas pelo Estado.

Além disso, o monitoramento ocorre exclusivamente dentro de protocolos operacionais previamente definidos. O sistema emite alertas apenas quando identifica pessoas com mandados judiciais, veículos com restrições ou outras situações previstas em lei.

A Sesp ressalta que há mecanismos de auditoria e controle para impedir qualquer utilização indevida das informações.

Outro benefício destacado é o apoio à localização de pessoas desaparecidas.

A integração entre os sistemas tecnológicos e os protocolos das forças de segurança já permitiu encontrar diversas pessoas que estavam desaparecidas, demonstrando o potencial da tecnologia como ferramenta de apoio às investigações e às ações humanitárias.

Nesta primeira fase, o Projeto Sentinela será implantado na Grande Vitória. Posteriormente, a iniciativa será expandida para os municípios do interior do Estado.

Instituições interessadas em aderir ao programa poderão participar por meio de chamamento público, disponível no portal da Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, onde estão reunidas todas as orientações técnicas e os requisitos para integração dos sistemas.

A expectativa do Governo é que a iniciativa fortaleça a cooperação entre poder público e iniciativa privada, ampliando a capacidade de prevenção, investigação e resposta das forças de segurança em todo o Espírito Santo.

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