Os golpes aplicados por meio de mensagens instantâneas e transferências via Pix seguem fazendo vítimas em todo o país. Em um caso recente, uma mulher quase perdeu R$ 7.300 após ser enganada por um criminoso que se passou por seu filho. O prejuízo só não se concretizou graças a um mecanismo automático de segurança do sistema Pix, que identificou a transação como suspeita e bloqueou o valor.
O golpista entrou em contato pedindo um valor específico e utilizou uma conta bancária com identificação ligada a um suposto setor jurídico, o que reforçou a credibilidade da fraude. A mãe acreditou que o pedido fosse legítimo e realizou a transferência.
Após o envio do Pix, o banco acionou automaticamente o bloqueio cautelar, um recurso de segurança exclusivo do Pix que impede a movimentação do dinheiro por até 72 horas quando há indícios de fraude. Durante esse período, a instituição financeira faz uma análise mais detalhada da transação.
Na tentativa de garantir o pagamento, a vítima ainda tentou usar o limite do cheque especial e, depois, transferir recursos da poupança para a conta pessoal, mas as operações não foram autorizadas pelo banco. Ao enviar o comprovante da transferência para o número verdadeiro do filho, a família descobriu que se tratava de um golpe.
O bloqueio cautelar pode ser encerrado automaticamente após o prazo de análise ou mediante comparecimento do cliente a uma agência bancária. Nos casos em que o mecanismo não entra em ação, os próprios aplicativos bancários oferecem a opção de contestar a transação via Pix, o que pode ajudar na recuperação do valor.
Dados do Observatório da Segurança Pública do Estado apontam aumento nos registros de crimes relacionados a golpes, especialmente os praticados por meios digitais. A maioria das fraudes ocorre por aplicativos e redes sociais, como Facebook e Instagram, onde criminosos se aproveitam da confiança das vítimas para solicitar transferências rápidas.
De acordo com especialistas em segurança, cuidados simples podem reduzir significativamente o risco de cair em golpes. Um deles é sempre conferir se o nome exibido na conta bancária corresponde exatamente à pessoa com quem se está negociando. Em compras de veículos, imóveis ou qualquer outro bem, a transferência deve ser feita exclusivamente para o titular que está vendendo o produto, nunca para terceiros.
A recomendação é desconfiar de pedidos urgentes, evitar decisões por impulso e, sempre que possível, confirmar a solicitação por outro meio de contato antes de realizar qualquer transferência financeira.