Nesta segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, milhões de brasileiros começaram a receber na folha de pagamento o novo salário mínimo de R$ 1.621, valor reajustado pelo governo federal com base na inflação e no crescimento da economia. O aumento de R$ 103 em relação ao piso anterior, que representa uma alta de 6,79%, foi oficializado pelo Decreto 12.797/2025 e já está refletido nos contracheques referentes ao mês de janeiro.
O salário mínimo é calculado somando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de anos anteriores, ainda que sujeito a limites fiscais estabelecidos pelo arcabouço fiscal. Esse reajuste, além de ajustar o poder de compra frente à inflação, incorpora um componente real de
crescimento, mesmo que limitado, refletindo condições econômicas mais amplas do país.
Esse reajuste não impacta apenas o trabalhador com carteira assinada, cerca de 61,9 milhões de brasileiros são diretamente afetados pelo novo piso, incluindo aposentados e pensionistas que recebem o mínimo. Também serve de referência legal para benefícios previdenciários e assistenciais, como seguro-desemprego, salário-família, pensões e aposentadorias, cujos valores e critérios de acesso são atrelados ao piso nacional.
A atualização do salário mínimo é um exemplo concreto de como decisões econômicas e políticas públicas interagem com a vida financeira das pessoas. Do ponto de vista da educação financeira, entender essas relações é essencial. Um aumento no valor do salário mínimo pode ampliar o orçamento familiar, porém isso
não garante automaticamente melhoria no bem-estar financeiro de longo prazo. Ele apenas aumenta um dos fluxos de renda, a forma como essa renda é planejada, poupada e direcionada para objetivos financeiros claros é que determinará se há ou não um impacto positivo sustentável na vida financeira de quem recebe esse valor.
Portanto, ao se deparar com notícias sobre reajustes de salário ou de preços, integrar esse conhecimento a um plano de orçamento, poupança e investimentos deve ser uma prática constante para construir estabilidade e patrimônio ao longo do tempo, princípios que estão no cerne da educação financeira.
Assim, mais do que celebrar um número maior no contracheque, é fundamental que trabalhadores e beneficiários entendam o significado desse reajuste dentro de um contexto financeiro pessoal maior, em que a renda, os custos, os objetivos e os fundamentos de gestão de recursos caminham juntos para resultados mais sólidos.
José Neto Rossini Torres é CEO da Forttu Investimentos e Autor dos livros: “Investe Logo:
Compartilhando experiências com o investidor iniciante” e “O Caminho para o Sucesso na Assessoria de Investimentos: Processo, Relacionamento e Intensidade”.