Roda de Boteco amplia programação e leva oficinas de samba e congo ao público capixaba
Muito além dos tradicionais petiscos que movimentam bares e botecos da Grande Vitória, o Roda de Boteco 2026 aposta este ano em uma programação cultural voltada à valorização das raízes musicais do Espírito Santo. O festival anunciou a realização de duas oficinas gratuitas: Percussão de Escola de Samba e Ritmo Afro-capixaba Congo, abertas ao público durante o período do evento.
A iniciativa integra a programação do festival, que acontece entre os dias 3 de junho e 5 de julho, reunindo 40 estabelecimentos em mais uma edição da disputa gastronômica que já faz parte do calendário cultural capixaba.
As oficinas serão ministradas pelo músico e pesquisador Fábio Carvalho de Souza, conhecido por seu trabalho de preservação e difusão dos ritmos populares brasileiros e afro-capixabas. As atividades ocorrerão na quadra da escola de samba Pega no Samba, no bairro Consolação, em Vitória, e são destinadas a maiores de 18 anos.
A oficina de Percussão de Escola de Samba começa no dia 9 de junho, com encontros semanais às terças-feiras, das 19h às 21h. Os participantes terão contato com instrumentos tradicionais das baterias carnavalescas, como surdos, repiques, caixas, tamborins, agogôs e chocalhos, além de atividades coletivas voltadas à prática rítmica e integração musical.
Já a oficina de Ritmo Afro-capixaba Congo terá início em 10 de junho, com aulas às quartas-feiras, no mesmo horário. A proposta é apresentar ao público elementos históricos e musicais do congo, considerado uma das mais importantes expressões culturais do Espírito Santo. Durante os encontros, os alunos aprenderão sobre instrumentos típicos, como casaca, tambor de congo e chocalhos, além das influências afro-brasileiras presentes no ritmo.
Segundo a organização, as ações culturais reforçam o compromisso do festival com o fortalecimento da economia criativa e da produção cultural local. Em edições anteriores, o evento também promoveu capacitações voltadas a profissionais da gastronomia e hospitalidade.
“Mais do que um festival gastronômico, o Roda de Boteco vem ampliando seu legado social e cultural por meio de ações de formação, qualificação profissional e acesso à arte e à cultura do nosso Estado”, destacou Raimundo Nonato, idealizador do evento.