Podcast “Conversa Eklética” amplia debate sobre misoginia e violência contra a mulher no ES
Em um episódio marcado por reflexões profundas e relatos impactantes, o podcast Conversa Eklética, apresentado pela jornalista Luciene Costa, trouxe ao centro do debate um dos temas mais urgentes da atualidade: a violência contra a mulher e os avanços legais no combate à misoginia no Brasil.
A convidada da edição foi a Doutora Thuzza Machado, capixaba, cantora, advogada, produtora e articuladora cultural, aprendiz de escritora, celebrante, mãe e diretora da Comissão da Mulher Advogada da OAB-ES.
Clique aqui https://m.youtube.com/watch?v=s6g4Qo8_Cuo
Crime que vai além da violência física
Durante a conversa, Thuzza abordou a recente proposta aprovada no Senado Federal que equipara a misoginia ao crime de racismo — medida considerada um marco na ampliação da proteção às mulheres.
Segundo a especialista, a misoginia — caracterizada pelo ódio, desprezo ou discriminação contra mulheres — não se limita à agressão física. Ela pode se manifestar por meio de ofensas, humilhações e discursos de ódio, especialmente nas redes sociais.
“A internet não pode ser vista como uma terra sem lei. O que é dito ali também tem consequências”, destacou.
A proposta legislativa ainda tramita na Câmara dos Deputados antes de seguir para sanção presidencial, prevendo punições mais rigorosas para condutas misóginas.
Caso Daisy Barbosa reacende alerta
O episódio também foi marcado pela comoção em torno do assassinato da comandante da Guarda Municipal de Vitória, Daisy Barbosa. Primeira mulher a ocupar o cargo, ela foi vítima de feminicídio, em um caso que chocou o Espírito Santo e ganhou repercussão nacional.
Para a advogada, o crime evidencia que a violência doméstica não escolhe classe social, escolaridade ou posição profissional. “Estamos falando de uma estrutura cultural, o machismo estrutural, que ainda sustenta relações de poder e controle sobre a mulher”, afirmou.
Lei Maria da Penha ainda enfrenta desafios
Mesmo com avanços como a Lei Maria da Penha, a especialista ressaltou que ainda há lacunas no enfrentamento à violência de gênero, especialmente no acolhimento das vítimas e na efetividade das denúncias.
Educação e mudança cultural
Além da legislação, o podcast destacou a importância da educação como ferramenta de transformação social. A convidada defendeu que o debate precisa começar desde cedo, dentro das famílias e nas escolas.
“A transformação passa pela formação de uma sociedade mais consciente, onde homens e mulheres compreendam seus papéis com respeito e igualdade”, pontuou.
Rede de apoio e acolhimento
Durante o episódio, também foram reforçados os canais de apoio para mulheres em situação de violência, como delegacias especializadas, Ministério Público, Defensoria Pública e políticas públicas municipais e estaduais.
A orientação é clara: buscar ajuda é fundamental, e nenhuma mulher está sozinha.
Um debate necessário e contínuo
O episódio do Conversa Eklética reforça que o enfrentamento à misoginia vai além da punição. Trata-se de uma mudança cultural urgente, que envolve toda a sociedade.
A possível equiparação ao racismo representa um avanço importante, mas o caminho ainda exige conscientização, educação e, sobretudo, ação coletiva.
Por Luciene Costa e, Não se esqueça:
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