A construção de músculos sempre foi vista como uma mera questão estética, no entanto, uma musculatura forte não é só questão de aparência. Um estudo recente provou que quem tem maior massa muscular deixa o cérebro biologicamente mais jovem.
De acordo com a pesquisa apresentada pela Sociedade Radiológica da América do Norte (RSNA), a gordura visceral, popularmente chamada de gordura abdominal, acelera o envelhecimento cerebral.
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A endocrinologista Gisele Lorenzoni explica que isso acontece em razão de mudanças internas causadas por esse acúmulo de gordura. “A gordura visceral está ligada aos processos de inflamação crônica, desregulação hormonal e alterações metabólicas, que afetam as estruturas cerebrais”.
A desregulação de hormônios está diretamente ligada ao humor, à cognição, à memória e à uma mente saudável. Segundo a especialista, os principais hormônios relacionados à saúde cerebral são os hormônios sexuais como progesterona e testosterona, a insulina, o cortisol e os hormônios da tireoide.
A endócrina pontua que a massa muscular, por outro lado, serve como aliada no controle metabólico e auxilia na regulação hormonal, protegendo e preservando a saúde neurológica.
“Treinos de força aliados à uma boa alimentação são investimentos para uma boa saúde cognitiva no futuro, representando longevidade e saúde do cérebro durante o envelhecimento”, conclui.