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Menopausa e climatério podem afetar a saúde intestinal feminina

Climatério e menopausa podem afetar funcionamento do intestino das mulheres

Alterações hormonais nessas fases podem provocar desconfortos gastrointestinais e impactar a qualidade de vida

A relação entre saúde intestinal e mudanças hormonais voltou ao centro das atenções após a cantora Ivete Sangalo revelar que seu recente emagrecimento foi consequência de uma reeducação alimentar, com a retirada do glúten e da lactose da dieta. Segundo a artista, a decisão teve como principal motivação a busca por mais bem-estar, após enfrentar desconfortos gastrointestinais recorrentes. A melhora na digestão e na disposição acabou refletindo também na balança, despertando a curiosidade do público sobre o tema.

De acordo com a nutróloga Sandra Fernandes, da Rede Meridional, o caso da cantora chama atenção para um fator muitas vezes pouco associado aos sintomas digestivos: o climatério e a menopausa. “A Ivete está nessa fase da vida em que ocorre a queda dos hormônios estrogênio e progesterona, o que pode alterar significativamente a flora intestinal”, explica a médica.

Segundo a especialista, essas alterações hormonais podem provocar redução das bactérias benéficas e aumento das bactérias nocivas no intestino, favorecendo sintomas como inchaço, gases, constipação ou diarreia. “Os sintomas que ela relatou não necessariamente estão ligados diretamente à lactose ou ao glúten. Eles podem estar associados à própria alteração hormonal. Nessa fase, esses alimentos tendem a fermentar mais o intestino, intensificando o desconforto”, esclarece Sandra Fernandes.

A médica reforça que cada mulher reage de forma diferente às mudanças hormonais e alimentares, especialmente durante o climatério e a menopausa. Por isso, a exclusão de alimentos deve ser feita com cautela. “A individualização é essencial. Nem sempre é preciso retirar totalmente determinados alimentos, mas ajustar quantidades e avaliar a saúde intestinal como um todo”, orienta.

Para a especialista, o acompanhamento profissional é fundamental para identificar as causas reais dos sintomas e definir a melhor estratégia de tratamento. “Com orientação adequada, é possível promover equilíbrio hormonal, melhorar o funcionamento do intestino e garantir mais bem-estar e qualidade de vida para a mulher nessa fase”, conclui.

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