As mulheres vivem mais do que os homens em praticamente todo o mundo, mas especialistas alertam que longevidade não deve ser medida apenas em anos de vida. A qualidade desse tempo, marcada por saúde física, equilíbrio emocional e autonomia, é o principal desafio da saúde feminina na atualidade.
De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a expectativa de vida das mulheres no Brasil supera a dos homens em cerca de sete anos. Para o CEO da Bluzz Saúde e ginecologista, Dr. Marcio Almeida, esse cenário reforça a importância de um olhar mais amplo sobre o cuidado ao longo da vida.
“Existem fatores biológicos que favorecem a longevidade feminina, como a ação protetora do estrogênio até a menopausa, mas o que realmente faz diferença no longo prazo são os hábitos adotados no dia a dia”, afirma.
Segundo o especialista, alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, sono de qualidade, atenção à saúde mental e acompanhamento médico periódico formam a base de uma vida mais longa e saudável. “Não se trata de soluções complexas. São escolhas consistentes, repetidas ao longo do tempo, que impactam diretamente a qualidade de vida”, destaca.
Ele ressalta que o cuidado preventivo é muito importante. “Quando falamos em longevidade, estamos falando de prevenção. Exames regulares e acompanhamento médico permitem identificar riscos precocemente e evitar o avanço de doenças que poderiam comprometer anos de vida com qualidade”, explica.
Outro ponto de atenção é a saúde mental, frequentemente sobrecarregada pela rotina intensa enfrentada por muitas mulheres. “Ansiedade, estresse e exaustão emocional têm reflexos diretos no corpo. Cuidar da mente é cuidar da saúde como um todo”, reforça.
O médico também chama atenção para a importância do sono na manutenção da longevidade. “Dormir bem é fundamental para a regulação hormonal, para o sistema imunológico e para a recuperação do organismo. A privação do sono acelera o envelhecimento e aumenta o risco de doenças crônicas”, alerta.