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Julho Turquesa reforça alerta para prevenção e tratamento da síndrome do olho seco

Com a chegada do inverno, cresce também a incidência de um problema que afeta a saúde ocular de milhares de brasileiros: a síndrome do olho seco. Para ampliar a conscientização sobre a doença, a campanha Julho Turquesa chama a atenção para a importância do diagnóstico precoce, da prevenção e do tratamento adequado, especialmente durante os meses mais frios e secos do ano, quando os sintomas costumam se intensificar.

Embora muitas pessoas associem o desconforto nos olhos apenas ao cansaço ou à exposição prolongada às telas, especialistas alertam que a síndrome do olho seco é uma condição crônica que pode comprometer a qualidade de vida e, em casos mais graves, provocar lesões na córnea.

De acordo com a oftalmologista capixaba Liliana Nóbrega, referência no tratamento da doença, o problema ocorre quando há redução na produção das lágrimas ou alterações na sua composição, prejudicando a lubrificação natural da superfície ocular.

“A identificação precoce é essencial para evitar complicações e preservar a saúde dos olhos. Muitas pessoas convivem com os sintomas por muito tempo sem procurar avaliação médica, o que pode agravar o quadro”, explica a especialista.

Entre os principais sinais da síndrome estão sensação de areia ou corpo estranho nos olhos, ardência, vermelhidão, visão embaçada e sensibilidade à luz. Segundo a médica, as características do inverno favorecem o agravamento da doença. A baixa umidade do ar, associada ao uso constante de ambientes climatizados, acelera a evaporação da lágrima e aumenta o desconforto ocular.

Além dos fatores climáticos, os hábitos da rotina moderna também contribuem para o desenvolvimento da síndrome. O uso contínuo de computadores, celulares e outros dispositivos eletrônicos reduz a frequência das piscadas, dificultando a manutenção da lubrificação dos olhos.

“O tempo excessivo diante das telas faz com que as pessoas pisquem menos, favorecendo a evaporação da lágrima. Esse comportamento, aliado ao envelhecimento, às alterações hormonais e ao uso de lentes de contato, aumenta significativamente o risco da doença”, ressalta Liliana Nóbrega.

Outro ponto de atenção destacado durante o Julho Turquesa é o risco da automedicação. O uso indiscriminado de colírios, sem orientação médica, pode mascarar os sintomas e até agravar a irritação ocular. Por isso, o acompanhamento com um oftalmologista é indispensável para definir o tratamento mais adequado, que pode incluir desde colírios lubrificantes específicos até terapias mais modernas voltadas para a recuperação da função das glândulas responsáveis pela produção da lágrima.

Para reduzir os impactos da síndrome no dia a dia, a especialista recomenda medidas simples, como fazer pausas durante o uso de telas para lembrar de piscar com mais frequência, manter uma boa hidratação, utilizar umidificadores em ambientes com ar-condicionado e procurar atendimento médico ao perceber sintomas persistentes.

A campanha Julho Turquesa reforça que cuidar da saúde ocular é um investimento na qualidade de vida. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para controlar a doença, aliviar os sintomas e prevenir complicações que podem comprometer a visão.

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