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R$ 132 milhões do Rio Doce reforçam a saúde em 11 municípios do ES

R$ 132 milhões do Acordo do Rio Doce vão reforçar a saúde pública em 11 municípios capixabas

O Espírito Santo deu mais um passo concreto na reparação dos danos causados pelo desastre ambiental de Mariana. Em parceria com o Governo Federal, o Estado garantiu a liberação de aproximadamente R$ 132 milhões para investimentos diretos na rede pública de saúde dos municípios mais impactados ao longo da Bacia do Rio Doce.

A aplicação dos recursos foi oficializada nesta quinta-feira (12), com a assinatura do Plano Estadual do Programa Especial de Saúde do Rio Doce pelo governador Renato Casagrande e pelo ministro da Saúde Alexandre Padilha. O plano define prioridades e estratégias para ampliar o acesso aos serviços, mitigar riscos sanitários e fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) nos territórios atingidos.

Entre as principais ações previstas estão investimentos no Complexo Hospitalar de Colatina, ampliação de cirurgias eletivas, implantação e fortalecimento de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Centros de Especialidades Odontológicas (CEO), modernização do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) e estruturação do monitoramento da qualidade da água, além do reforço geral no atendimento à população.

Segundo o governador Renato Casagrande, o planejamento foi construído de forma integrada com os municípios e os órgãos de controle social. “Esses recursos serão aplicados dentro de um planejamento dialogado com o Conselho Estadual e as secretarias municipais de Saúde. São iniciativas que fortalecem a rede pública, ampliam o acesso e respondem às necessidades das populações impactadas pelo desastre do Rio Doce”, afirmou.

O Plano Estadual integra o Anexo 8 do Acordo Judicial, que prevê o repasse total de R$ 260 milhões ao Governo do Estado para ações estruturantes em saúde. O objetivo é mitigar danos, evitar o agravamento de doenças e atender às necessidades sociais de saúde nos 11 municípios capixabas contemplados: Baixo Guandu, Colatina, Aracruz, Linhares, Marilândia, São Mateus, Sooretama, Fundão, Serra, Conceição da Barra e Anchieta.

Um dos destaques do plano é o novo Complexo Hospitalar de Colatina, que será referência para a Região Central de Saúde. A estrutura contará com 340 leitos de alta resolutividade, atendimento de média e alta complexidade e papel estratégico na Rede de Urgência e Emergência, além da oferta ampliada de cirurgias eletivas. O complexo reunirá o novo Hospital Silvio Ávidos, a Superintendência Regional de Saúde e o Centro Regional de Especialidades.

Além dos recursos estaduais, os municípios também serão diretamente beneficiados. De acordo com o secretário de Estado de Recuperação do Rio Doce, Guerino Balestrassi, cerca de R$ 700 milhões serão repassados às prefeituras ao longo dos próximos dois anos para custear políticas e ações em saúde. “Isso demonstra a efetividade da participação do Governo do Estado no acordo de repactuação do desastre ambiental de Mariana”, destacou.

O Plano Estadual apresenta ainda um diagnóstico situacional detalhado dos municípios atingidos, considerando aspectos demográficos, epidemiológicos, socioeconômicos e assistenciais. O estudo se baseia nos Planos de Ação Municipais aprovados pelo Comitê Especial Tripartite (CET) em 2025 e aponta os principais desafios para o fortalecimento das redes de atenção e vigilância em saúde.

Para o secretário de Estado da Saúde, Tyago Hoffmann, os recursos representam mais do que investimento financeiro. “Eles simbolizam a oportunidade concreta de reparar danos, reduzir vulnerabilidades e transformar recursos de compensação em melhorias reais na vida das pessoas. Nosso foco é fortalecer o SUS, ampliar o acesso e garantir um atendimento mais resolutivo, humanizado e próximo da realidade da população”, ressaltou.

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