Geral Saúde

Dia Nacional do Diabetes: doença aumenta risco de infarto e AVC

Dia Nacional do Diabetes: cardiologista alerta para os riscos da doença à saúde do coração

Controle da glicemia, acompanhamento médico e hábitos saudáveis são fundamentais para reduzir o risco de complicações cardiovasculares

O Dia Nacional do Diabetes, celebrado em 26 de julho, reforça a importância de um cuidado que vai muito além do controle da taxa de açúcar no sangue. A doença também está diretamente relacionada à saúde cardiovascular e pode aumentar significativamente o risco de problemas graves, como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC).

De acordo com o cardiologista André Brandão, da Rede Meridional, pessoas com diabetes podem ter até duas vezes mais chances de desenvolver problemas cardiovasculares. Por isso, o acompanhamento da glicemia deve fazer parte de uma rotina de cuidados que inclua também o controle da pressão arterial, do colesterol, a prática de atividades físicas e uma alimentação equilibrada.

“O diabetes não atua de forma isolada. Ele fragiliza a estrutura vascular e atua em sinergia com outros fatores de risco, como a hipertensão arterial, o colesterol elevado e o sedentarismo. O excesso crônico de açúcar na circulação causa danos progressivos às paredes dos vasos, acelerando a aterosclerose, que é o acúmulo de gordura e placas nas artérias. Com o tempo, as artérias perdem sua elasticidade natural e ficam mais suscetíveis a entupimentos graves”, explica o cardiologista.

Estar atento aos sinais do diabetes é uma das principais formas de buscar o diagnóstico e iniciar o tratamento o quanto antes. Entre os sintomas mais comuns estão sede excessiva, fome frequente, vontade constante de urinar, especialmente durante a noite, perda de peso sem explicação, cansaço intenso, visão embaçada e dificuldade de cicatrização de feridas.

Quando não é identificado e controlado adequadamente, o excesso de glicose no sangue pode provocar danos progressivos em diferentes órgãos e sistemas do organismo. Entre as complicações estão as alterações nos vasos sanguíneos, que aumentam a possibilidade de problemas cardiovasculares.

Infarto pode apresentar sintomas diferentes em pessoas com diabetes

Um dos alertas feitos pelo cardiologista está relacionado à neuropatia diabética, complicação que pode alterar a sensibilidade à dor. Em algumas pessoas com diabetes, essa condição pode fazer com que um infarto ocorra sem a presença da tradicional dor intensa no peito.

“A ausência da dor tradicional costuma atrasar a busca por socorro médico de urgência, o que é extremamente perigoso. Em muitos casos, o paciente diabético que está infartando sente apenas um cansaço inexplicável, falta de ar, tontura ou um suor frio repentino. Ficar atento a esses sinais discretos e atípicos é crucial para obter um diagnóstico rápido e salvar vidas”, alerta André Brandão.

Diante de sintomas repentinos e fora do habitual, especialmente falta de ar, suor frio, tontura, fraqueza intensa ou mal-estar, a orientação é procurar atendimento médico de emergência.

Prevenção depende de cuidados contínuos

Para reduzir o impacto do diabetes sobre o coração, o acompanhamento médico regular é essencial. O tratamento deve ser individualizado e pode envolver mudanças no estilo de vida e o uso correto dos medicamentos prescritos pelos profissionais de saúde.

A adoção de uma alimentação equilibrada, a prática regular de atividades físicas, o abandono do tabagismo e o monitoramento da glicemia, da pressão arterial e do colesterol estão entre as medidas que contribuem para a prevenção de complicações.

“A boa notícia é que é totalmente possível viver bem com o diabetes e manter o coração protegido. Para isso, o paciente precisa adotar uma alimentação equilibrada, manter a prática regular de atividades físicas aeróbicas, abandonar o tabagismo e realizar o monitoramento constante da pressão e da glicemia. Afinal, controlar o diabetes é cuidar diretamente da saúde do coração”, conclui o cardiologista.

O Dia Nacional do Diabetes representa, portanto, uma oportunidade para reforçar a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do acompanhamento contínuo. Mais do que controlar a glicemia, cuidar do diabetes significa também proteger o coração e reduzir os riscos de complicações que podem comprometer a qualidade de vida.

Leia também