Neste ano de 2026, o Coral ArcelorMittal completa 40 anos de uma trajetória marcada pela música, pelo encontro de gerações e pela difusão do canto coral no Espírito Santo. Para celebrar a data, o grupo realiza, no dia 13 de outubro (terça-feira), às 20h, no Teatro do Sesi, em Jardim da Penha, Vitória, um concerto especial ao lado da Camerata Sesi, sob a regência do maestro Isaac Gonçalves. A noite contará ainda com as participações especiais dos artistas capixabas André Prando e Luiza Dutra.
A apresentação será um dos principais momentos da 40ª temporada do Coral e propõe um encontro entre a força das vozes e a sonoridade instrumental da Camerata, reunindo diferentes capítulos de uma história iniciada em 1986 e que permanece viva quatro décadas depois.
Uma história construída em quatro décadas
A história do Coral começou em 5 de março de 1986, ainda no período da Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST), quando cerca de 30 empregados participaram do primeiro ensaio, realizado no auditório da então Escola de Música do Espírito Santo, atual Fames. Pouco mais de dois meses depois, em 16 de maio, o grupo fez sua primeira apresentação pública, com um repertório que já revelava sua diversidade, reunindo músicas brasileiras e italianas e a canção japonesa Kojyo no Tsuki (O Luar do Castelo em Ruínas). Desde o primeiro ensaio, uma figura se tornou indissociável dessa trajetória: o maestro fundador Adolfo Alves, que acompanhou diferentes gerações, formações e fases do Coral ao longo das décadas.
Ao longo desse período, o grupo se apresentou em diferentes cidades, Estados e países, participou de encontros e festivais e estabeleceu parcerias com importantes nomes da música capixaba. Entre os destaques estão os concertos realizados com a Orquestra Filarmônica do Espírito Santo (Ofes), além de uma participação em um encontro de corais em Mendoza, na Argentina. Os tradicionais concertos de Natal também levaram o canto coral a igrejas, praças e outros espaços do Espírito Santo e de Minas Gerais. No repertório, a cultura capixaba convive com a música brasileira, internacional e erudita, incluindo obras como “Três Toadas de Congo”, “Abre Alas”, de Chiquinha Gonzaga, “Hallelujah”, de Leonard Cohen, e o “Aleluia”, de Haendel.
A longevidade do Coral está ligada também à capacidade de preservar sua história e abrir espaço para novas gerações. Desde 2023, a maestra Ângela Volpato integra a regência do grupo e, atualmente, está à frente da condução artística durante o afastamento temporário de Adolfo Alves para cuidar da saúde. Cerca de 45 coralistas integram o Coral, reunindo pessoas de diferentes gerações. “Temos pessoas participando numa faixa de 30 até 90 anos. É um grupo muito diverso, muito múltiplo. Eu acredito que a diferença é uma coisa positiva, que enriquece o existir”, afirma Ângela.
Para a maestra, o canto coletivo também possui uma dimensão que ultrapassa a apresentação artística: “O canto em grupo tem uma força diferente. É um trabalho em que todos precisam se apoiar, construir juntos. A gente cria metas, se esforça coletivamente e celebra junto”, reforça.
Desde 2021, o Instituto Parceiros do Bem, em parceria com a MM Projetos Culturais, é responsável pela gestão do Projeto Coral ArcelorMittal. A atuação inclui planejamento das temporadas, produção dos concertos, circulação, comunicação, articulação institucional e acompanhamento das atividades permanentes. Para Simone Marçal, presidente do Instituto Parceiros do Bem, o significado do projeto ultrapassa o palco: “O Coral é um espaço de encontro e transformação. Ele valoriza as pessoas, fortalece vínculos e mostra, na prática, como a diversidade pode ser um motor de criação e pertencimento”, comenta.
Para Carla Brunoro, gerente de Comunicação e Relações Institucionais da ArcelorMittal Unidade Tubarão, a história do Coral mostra a importância de iniciativas culturais que conseguem se manter relevantes ao longo do tempo. “Quarenta anos dizem muito sobre a força desse projeto, construído por diferentes gerações de nossa empresa e que continua levando tradição e expressão cultural para a sociedade capixaba. Para a ArcelorMittal, apoiar o Coral é reconhecer o valor da música e a contribuição que essa iniciativa traz para a comunidade”, afirma.
Ao chegar aos 40 anos, o Coral ArcelorMittal celebra os coralistas, ex-coralistas, maestros, músicos, equipes, parceiros e públicos que fizeram parte dessa história. A apresentação de 13 de outubro reúne essa memória com os integrantes que hoje dão continuidade ao projeto, os artistas convidados e a Camerata Sesi, em uma noite que celebra quatro décadas de música e abre espaço para os próximos capítulos dessa trajetória.
Ingressos gratuitos: https://www.